sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A história que se repete.



Gn 26:27-29 - Disse-lhes Isaque: Por que viestes a mim, pois me odiais e me expulsastes do vosso meio? Eles responderam: Vimos claramente que o SENHOR é contigo; então, dissemos: Haja agora juramento entre nós e ti, e façamos aliança contigo. Jura que nos não farás mal, como também não te havemos tocado, e como te fizemos somente o bem, e te deixamos ir em paz. Tu és agora o abençoado do SENHOR.

Ao observar os dias atuais, com os ditos "palestinos" e sua guerra contra Israel, se compararmos com a parashah de Toledot (Gn 25:19 a 28:9) fica evidente a repetição constante da história. O que ocorria com os patriarcas há mais de quatro mil anos segue ocorrendo nos dias de hoje.

Nos dias de Isaque, ele, de quem Israel foi descendente, ao semear, colhia cem vezes aquilo que plantava,e enriqueceu, porque o Eterno o abençoava. (Gn 26:12)

Hoje, Israel, apesar de ser um país de pequena proporção em tamanho e população, é um país rico, desenvolvedor da mais alta tecnologia, inteligência, muitas faculdades, democrático. Por outro lado, os ditos "palestinos", apesar de terem a faixa de Gaza, nada produzem, a não ser uma nação de miseráveis, que sobrevive graças a tsedakah, e são governados sob uma ditadura de líderes terroristas, que possuem um único pensamento: destruir Israel. Não pensam em fazer o bem para o próprio povo.

Mas voltando à parashah, em Gn 26:14 fala que os filisteus tinham inveja de Isaque (por ser rico, abençoado por Deus) e enchiam de terra os poços que Isaque e seus trabalhadores cavavam. Por aí se percebe algo bem comum: que trabalha e cresce é invejado por aqueles que não trabalham, e claro, não crescem.
Hoje, os filisteus modernos invejam Israel, e já que eles mesmos não produzem para seu povo, atacam Israel, procuram destruir tudo de bom que Israel faz, querem ficar "com os poços de Isaque".

Israel tem agido como Isaque, deixando que os poços sejam enchidos com terra, aceitando que diariamente os filisteus (palestinos) lancem bombas em seus territorios, e por fim, cedendo os espaços para o filisteu em nome da paz, exatamente como Isaque fazia, cedendo os poços (que ele mesmo cavara aos inimigos, porque tudo que interessava a Isaque, e tudo que interessa a Israel é ter PAZ.

E se cumpre o que diz em Gn 26:27-29.
• Os que nos odeiam nos buscam propondo "paz".
• Eles veem claramente que o Eterno é conosco.
• Pedem o juramento de paz a Israel, pedem que Israel jure que não os atacará.
• Dizem: não nos ataquem, porque te fazemos somente o bem e te deixamos em paz.

Pura mentira! Sabemos que se existe algo de paz, é porque Israel, assim como Isaque, sempre trabalhou para isso, sempre cedeu "seus poços".

Infelizmente sabemos que não haverá paz para Israel enquanto Mashiach não vier, e por isso rezamos a cada dia que o Eterno "faça apressar o advento do seu Ungido, com a chegada de Mashiach," que instaurará um reino de paz sobre a Terra.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Chayeh Sarah: SEPULTA TEU MORTO! E VIVA!


(Na foto acima, o túmulo dos patriarcas, em Hebrom)

Quando morre alguém de nossa família, seja, pai, mãe, filhos, marido ou esposa, ficamos sempre arrasados, lamentamos, mas é preciso se levantar e seguir adiante. Foi isso que ocorreu com nosso patriarca Avraham. Quando Sarah, sua amada e única esposa de longa jornada faleceu, ele pranteou por ela, mas tinha que sepultá-la. Então, se levantou e foi negociar um local para o sepultamento. Até que chegou diante de Efrom.

Em princípio, ele aparentemente foi "generoso" querendo oferecer de graça, mas depois Efrom diz:
Gn 23:15 - Meu senhor, ouve-me: a terra é de quatrocentos siclos de prata; que é isto entre mim e ti? Sepulta o teu morto.
Ora, se eles estavam conversando, porque Efrom diria: meu senhor OUVE-ME? Na verdade ele dizia: "presta atenção, a terra é de 400 siclos de prata."
Abraão OUVIU, entendeu o recado e pagou.
Tem coisas na vida que só nós podemos fazer. Não dá pra ficar esperando favor dos outros, imaginando que alguem vai fazer por nós. Abraão nos ensina que sim, nos momentos difíceis, devemos "chorar o morto" e em seguida "levantar e seguir a vida."


Uma outra situação semelhante ocorreu com o Rei Davi; quando ele ordenou o censo dos israelitas, e o Eterno o castigou, com o anjo a ponto de destruir Jerusalém. Quando HaShem faz cessar o castigo, Davi diz: "Fui eu que pequei. Fiz o que era errado. Essas ovelhas, porém, o que elas fizeram? Por favor, que a Sua mão seja contra mim e contra a família de meu pai." (2 Sm 24:17) Aí ele inenta erguer o altar ao Eterno, no terreno que pertencia a um homem chamado Araúna (onde o anjo se deteve, para não destruir Jerusalém).
Araúna, generosamente oferece não apenas o terreno, mas também os animais para o sacrifício. E qual a resposta do rei Davi?
2 Sm 24:24 Porém o rei disse a Araúna: Não, porém por certo preço to comprarei, porque não oferecerei ao SENHOR, meu Deus, holocaustos que me não custem nada. Assim, Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata.
Pirkê Avot diz: Se eu nao for por mim, quem será? Se nao for agora, quando será?
Nas situações difíceis, devemos entender que ou nos levantamos e seguimos adiante, ou vamos nos entregar e viver da ajuda alheia. O Eterno não quer isso... não precisamos que nos carreguem. Para nós vale o texto de Salmo 20:8 "Uns se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos de pé."
 
Muitos anos mais tarde, Avraham faleceu e foi sepultado junto à Sarah, em Hebrom.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Abraão e a capacidade de interceder pelos outros


A parashah de Vaierah compreende o texto de Gn 18:1 a Gn 22:24.
 
Gn 18:20-22 Disse mais o SENHOR: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê-lo-ei. Então, partiram dali aqueles homens e foram para Sodoma; porém Abraão permaneceu ainda na presença do SENHOR.

 Que nosso patriarca foi um homem hospitaleiro todos já sabemos, mas depois que seus “visitantes” se foram, ele permaneceu em pé diante do Eterno. Porque?

Porque era hora dele INTERCEDER pelos demais homens.

HaShem havia acabado de dizer a Abraão que iria ver o que acontecia em Sodoma. Será que o Eterno não sabia o que se passava? Ele sabe, sempre sabe tudo!

Nos versos 17 e 18, Ele diz: “Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação e nele serão benditas todas as famílias da terra?”

Qual era a intenção do Eterno ao falar a Abraão sobre Sodoma? A verdade é que nosso patriarca poderia ficar calado, pois o próprio Deus havia acabado de lhe dizer que ele seria uma poderosa nação. Deixa o Eterno destruir Sodoma, eles terão o que plantaram. Bem feito, diriam alguns!

Mas não, nosso patriarca sempre foi superior, sempre foi bom, generoso e não, não se achava o “ungido do Eterno, o único” e por isso, ele intercedeu junto ao Pai, dizendo: “destruirás também o justo com o ímpio?”

Aí começou a pedir ao Eterno que poupasse a cidade, por amor dos justos que lá havia. Começou com cinquenta, depois quarenta e cinco, quarenta, até chegar a dez, mas nem sequer dez justos haia, infelizmente.

O que difere o justo dos demais é que o justo não se coloca na posição superior. Abraão, ao interceder pelos homens dizia: “me atrevo a falar com o Senhor, ainda que sou pó e cinza”

Situação semelhante viveu Moshe Rabenu, quando o Eterno propôs-se a destruir os israelitas. Então nosso justo mestre dizia: “Ora, este povo pecou pecado grande, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro que tens escrito.” (Êx 32:31,32)

Pouco antes, o Eterno, diante do pecado do povo, fez uma tentadora proposta a Moshê. Vou destruir o povo, e fazer uma nova e grande nação a partir de ti. E nosso líder conseguiu demover o Eterno de tal pensamento. (Êx 32:9-14)

Sinceramente, quem de nós seria capaz de tal ato? Quem de nós seria JUSTO COMO MOSHÊ? Ou como Abraão?

Talvez fôssemos como Jonas, o profeta, que se negava a pregar a Nínive porque sabia que D-us era misericordiosoe perdoaria o pecado do povo. O livro de Jonas nos ensina muito sobre o que somos e o que deveriamos ser.

Muitas vezes ficamos chateados por causa da aboboreira que nos faz sombra, mas não movemos uma palha em defesa dos pecadores. Talvez porque nos achemos justos e merecedores, enquanto os outros são “grandes pecadores diante do Eterno”. Vá além, seja Abraão, seja Moshê.

Porque um certo sábio chamado Yeshua disse: “se a vossa justiça não  em muito a dos escribas e fariseus, de maneira nenhuma entrareis no reinos dos céus.” (Mt 5:20) Ele mesmo dizia: “não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento”(Lc 5:32)
A ilustração acima traz uma imagem representativa da estória do fariseu e do publicano. Ela pode nos ensinar a ser mais Moshê, mais Abraão e menos Jonas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Uma lição de Abraão: Brigar não vale a pena!

A parashah dessa semana, chamada Lech Lecha, vai de Gn 12:1 a Gn 17:27. E narra a história de Abraão, pelo menos em seu início, mas traz lições fantásticas, das quais, esse ano, meditaremos em apenas uma.

Gn 13:8 - E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos.

Nessa porção temos o chamado do patriarca Avraham pelo Eterno e junto com ele foi seu sobrinho Ló. Algum tempo depois, o texto bíblico fala que Abraão era muito rico e Ló também tinha seus rebanhos e era tanto que a terra onde habitavam já não era suficiente para comportar todo o rabanho. Foi aí que os pastores do gado de Ló e de Abraão começaram a brigar. E qual foi a atitude do nosso patriarca?

“Não é legal ficarmos brigando, está aí a terra toda, escolhe qualquer um dos lados; se você for pra direita, eu vou pra esquerda e pronto.” Simples assim!

Abraão nos ensina uma grande virtude: Mesmo sendo “irmãos” é melhor se afastarem do que ficarem juntos brigando. Não haja contendas entre mim e ti, dizia ele. Eu não quero brigar, não vale a pena.

Eventualmente, mesmo estando em condição superior, vale a pena descer um degrau, em nome da paz.

Abraão era o “homem da promessa”, o que havia sido chamado por Deus; Ló era tão somente seu sobrinho, que decidira o acompanhar quando ele saiu de Harã. No entanto, mais uma vez a atitude do patriarca nos dá um show de humildade. Ele permitiu que Ló escolhesse onde queria habitar. Abraão poderia dizer: “Ló, eu sou o escolhido do Eterno, o chamado por Ele, portanto, eu lhe digo que vá embora, que pegue o lado ruim da terra...”

Ao permitir que Ló escolhesse para que lado iria, ambos revelam sua personalidade e caráter.

• Ló: poderia dizer: “não tio, você é o escolhido de Deus, fique com a melhor parte, escolha e eu fico com o que sobrar.” Ou melhor ainda: “de jeito nenhum, meu tio, se nossos pastores estão brigando, mandemos eles embora, mas nunca me separarei de ti.” Essa foi a atitude de Rute, a moabita, diante de sua sogra Noemi. “Não me instes para que te deixe,... só a morte me separará de ti.” (Rt 1:16,17)

Ló olhou para as campinas do Jordão, bem regada, e armou suas tendas até Sodoma. Aí o texto bíblico diz: “Eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o Senhor”. (Gn 13:10-13) Para ele, o importante era ter o melhor lugar para seu gado, ainda que os habitantes sejam maus, ainda que eu habite junto às tendas da impiedade, ainda que isso seja perigoso às minhas filhas.

• Abraão: Não se importava com os bens, para ele valia mais a paz. Abraão não se interessou no melhor lugar, pois para ele, o melhor lugar é a companhia do Eterno. Onde ele ia armando suas tendas, fazia um altar ao Senhor e o Eterno era com ele. (Gn 13:18)

Ló, mais tarde, pagou o preços de suas escolhas, e Abraão, misericordio como sempre (sem rancor) saiu em auxílio de seu sobrinho.

A mesma atitude e característica de Abraão estava presente em seu filho Itschak, quando este teve seus poços sendo enchidos de terra pelos filisteus invejosos (Gn 26:12-15) e Isaque não brigava, antes, em nome da paz, saía. Preferia perder do que arrumar encrenca. Ele cavou mais poços e seus inimigos seguiam mentindo, brigando pelas águas, e Isaque tolerava, saía e cavava outro poço, até que tivesse finalmente paz. (Gn 26:18-25).

Aprenda com Abraão e Isaque, nossos patriarcas, e eventualmente saiba perder, prefira perder, em nome da paz, mas para onde o Eterno te levar, também seja como nossos patriarcas, erga um altar ao Senhor e o louve por sua infinita bondade e misericórdia. Porque nem sempre o vencedor é aquele que está no lugar mais alto do podium.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Lições da Unidade na Torre de Babel


Gn 11:1 - Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar.
Depois de descerem da Arca, Noach e seus filhos repovoaram a terra, e à medida que as famílias se multiplicavam  eles iam aumentando os limites de sua habitação.
Todos eram “irmãos” uma única nação. Ninguém se sobrepunha sobre os demais, afinal eram uma mesma “família”.

A unidade é algo bom, importante, tanto que na sua oração, Yeshua dizia: “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós... Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. (Jo 17:11,21,22)
Quando somos UM, manifestamos a fé no Mashiach.

Mais tarde, quando Shaul HaShaliach já lidava com divisões na Kehilah de Corinto, ele disse: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Yeshua HaMashiach, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.” (1 Co 1:10)

O próprio Eterno, ainda no texto de Gn 11, diz: “Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.” (Gn 11:6)

Não há restrições, tudo o que um conjunto unido pretende, ele será capaz de executar. O problema é que a união também faz a força no sentido contrário, para o mal.
No caso dos descendentes de Noach, o mal foi a ambição por “tornarem-se célebres”. Basta ler o texto em Gn 11:4:
“Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.”

Diz o sábio Hillel, em Pirkê Avot: “todo aquele que quer muita celebridade, perde a que já possui.” (Avot 1:13) Quando você acha que só você sabe fazer as coisas direito, que só você é capaz disso ou daquilo, que as pessoas deveriam reconhecer seu mérito, tudo o que você faz deixa de ter valor, porque o faz apenas para ser reconhecido. Ter seu nome como de alguém “célebre, importante” não significa nada, pois o que vale é termos nosso nome inscrito no único lugar realmente de valor: o LIVRO DA VIDA.

No texto de Shaul aos Coríntios, ele dizia: “cada um diz... eu sou de Paulo, eu de Apolo e eu de Cefas...” pra quê isso? Porque a divisão estava sendo causada porque alguém achava seu líder melhor, maior ou mais importante. E ele segue: “dou graças a D-us, porque a nenhum de vós batizei.” (1 Co 1:12-14)

Quer ver a Congregação crescer? Reconheça que todos somos importantes, e que ninguém, absolutamente ninguém é melhor do que os outros. Até porque, João Batista, o grande homem que batizou a Yeshua, o Mashiach, dizia: “Convém que ele cresça e que eu diminua.” (Jo 3:30)

A união é boa, diz o salmo: “Quão bom e agradável é que os irmãos vivam em união.” Mas para ser boa, tem que ser por um propósito bom. Se o propósito algum dia for fazer com que seu nome seja célebre, já perdeu seu valor. Pense nisso!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Começo certo para um rapaz perdido!

Nessa semana recomeçamos o estudo da Torah, com a porção de Bereshit (Gn 1:1 a Gn 6:8) e eu especificamente, estarei celebrando a união de um jovem casal de amigos.
Como sempre acreditei, o Eterno faz tudo no tempo certo, e se fizéssemos aquilo que Ele, nosso Criador, nos recomendou, viveríamos muito melhor.
Em Gn 2:18 temos: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” Com frequência vemos jovens perdidos por aí, sem rumo, e por vezes achando que estão certo, mas como sempre acontece, estão enganados. Já no primeiro homem, Adam, o Eterno viu que não era bom o homem viver sozinho. Ele precisava de uma adjutora, uma ajudadora, idônea, que se preocupasse com ele e cuidasse dele.
Não precisa ir muito longe, é na verdade bem simples, basta olhar para os lados e temos exemplos diários desde coisas corriqueiras. Quantos homens você conhece que sabem se virar sozinhos? Se virar que digo é se vestir adequadamente, roupa sempre limpa e passada, se alimentar na hora certa (alimentar, não comer porcarias pelas ruas) cuidar da sua aparência, higiene pessoal, etc? A maioria dos homens precisa de alguém que cuide deles, que os faça se alimentar na hora certa, que cuide das suas roupas, que avise que está na hora de comprar um calçado novo para ele; se não tem uma esposa, o homem não sabe viver.
Na sequência, o Eterno fez com que o homem se deitasse, dormisse e aí todos sabemos que Ele formou, a partir da costela de Adam, a mulher, chamada Eva. Adão feliz, disse: “Essa é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne.” E ambos estavam nus e não se envergonhavam. (Gn 2:21-25).
Essa era a vontade do Eterno. O homem e sua esposa, a ajudadora, sempre ao seu lado, o apoiando; uma única pessoa diante de quem ele fica nu (ele se revela por inteiro, chora, ri, compartilha de todos os momentos) sem se envergonhar.
E como eu brinco de vez em quando com os jovens, um rapaz solteiro é uma pessoa deficiente, pois falta-lhe uma costela. E uma moça solteira então, que é só uma costela, e falta-lhe todo o restante do corpo? Na verdade, não importa o tamanho do pedaço do corpo que foi tirado do homem, o que vale é que ele só será completo com uma esposa ao seu lado.
Jovem, se a vida lhe parece incompleta, mesmo cheio de amigos ao seu lado, é porque sua vida sempre será incompleta, até que você se dê conta de que o conselho do Eterno ainda permanece: NÃO É BOM QUE O HOMEM ESTEJA SÓ!
Mas lembre-se: “há tempo para todas as coisas debaixo do céu” (Ec 3) Faça a coisa certa, procure um casamenteiro, se disponha a aceitar os conselhos, e perceba que o casamento é parte de uma vida plena segundo a vontade do Eterno.

Claro que a meditação não se resume a isso, há inúmeros conselhos a serem dados, tanto a solteiros quanto a casados (mesmo de longa data) para uma vida cheia de alegria, mas isso fica para a explanação da parashah ao vivo com o rosh, dentro da kehilah! Shabat shalom! Que todos tenham um shalom Bayt para desfrutar sempre!

** A foto acima é de um casal amigo de longa data, de Campinas, que se uniram em março de 2012, a Zelinha e o Zahav.

domingo, 30 de setembro de 2012

Sucot e a alegria?

1 Rs 8:65,66 - No mesmo tempo, celebrou Salomão também a Festa dos Tabernáculos e todo o Israel com ele, uma grande congregação, desde a entrada de Hamate até ao rio do Egito, perante o SENHOR, nosso Deus; por sete dias além dos primeiros sete, a saber, catorze dias. No oitavo dia desta festa, despediu o povo, e eles abençoaram o rei; então, se foram às suas tendas, alegres e de coração contente por causa de todo o bem que o SENHOR fizera a Davi, seu servo, e a Israel, seu povo.

A Festa de Sucot tem que nos trazer esse renovo, essa alegria, onde rei e súditos se abençoam e todos voltam alegres para suas tendas por todo o bem que HaShem os concedera. Mas porquê nem sempre é assim? Porque talvez em algum momento deixemos de olhar para todo o bem que recebemos e voltamos nossos olhos para os problemas.

Essa noite não conseguia dormir e me lembrei do filme Ushpizin, quando, o personagem principal (também chamado de Moshê) Moshê Belanga, corre desesperado e ora a HaShem, pedindo: “Eu não quero ter raiva, eu não quero ter raiva” e só aí, só depois disso, ele foi abençoando, com sua esposa ficando grávida de um menino. No fim, ele percebe que as pessoas que o estavam perturbando, apenas cumpriam um propósito de Deus: fazer com que ele pudesse controlar e se livrar desse sentimento ruim. As vezes, acontecimentos e pessoas parecem fazer de tudo para nos irritar, mas se controlarmos nosso Yetser Hará, encontraremos a bênção do Eterno ao fim de Sucot. Sucot é a época que nos faz perceber que todos somos iguais.

Assim como ricos e pobres na morte são todos iguais, em sucot, todos somos iguais. Todos precisamos fazer nossa própria cabana (o patrão não deveria mandar o empregado fazer a cabana para ele) e ali comermos, nos assentarmos e lembrarmos da providência divina. A sucá tem seu objetivo, que, ao nos recolhermos e vivermos nela por apenas sete dias, isso deveria nos tornar mais humildes e dependentes de HaShem.

Não existe nenhuma pessoa melhor que Avraham Avinu, nosso patriarca, para nos ensinar o conceito de humildade e dependência de HaShem. Em Gn 13:2-4 diz: “Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do SENHOR.” Mesmo sendo rico, cheio de gado, ouro e prata, Avraham habitava em tendas, e invocava o nome do Senhor. Ele, apesar de toda a riqueza, desejava viver sempre numa situação provisória, para nunca perder sua sensação de dependência do Eterno.

Então, fica a dica para esse sucot. Não confie nas riquezas, não fique com raiva, achando que o mundo é injusto com você, que você merece ser melhor tratado, que todos deviam te reconhecer, aprenda a confiar e a depender do Eterno. Quem sabe assim sejamos abençoados! Chag Sameach Sucot! Que no fim dessa semana estejamos como nos dias de Shlomo HaMelech, nos abençoando uns aos outros, e voltando para casa felizes e contentes por todo o bem que o Eterno nos proporciona sempre.