1 Rs 8:65,66 - No mesmo tempo, celebrou Salomão também a Festa dos Tabernáculos e todo o Israel com ele, uma grande congregação, desde a entrada de Hamate até ao rio do Egito, perante o SENHOR, nosso Deus; por sete dias além dos primeiros sete, a saber, catorze dias. No oitavo dia desta festa, despediu o povo, e eles abençoaram o rei; então, se foram às suas tendas, alegres e de coração contente por causa de todo o bem que o SENHOR fizera a Davi, seu servo, e a Israel, seu povo.
A Festa de Sucot tem que nos trazer esse renovo, essa alegria, onde rei e súditos se abençoam e todos voltam alegres para suas tendas por todo o bem que HaShem os concedera. Mas porquê nem sempre é assim? Porque talvez em algum momento deixemos de olhar para todo o bem que recebemos e voltamos nossos olhos para os problemas.
Essa noite não conseguia dormir e me lembrei do filme Ushpizin, quando, o personagem principal (também chamado de Moshê) Moshê Belanga, corre desesperado e ora a HaShem, pedindo: “Eu não quero ter raiva, eu não quero ter raiva” e só aí, só depois disso, ele foi abençoando, com sua esposa ficando grávida de um menino. No fim, ele percebe que as pessoas que o estavam perturbando, apenas cumpriam um propósito de Deus: fazer com que ele pudesse controlar e se livrar desse sentimento ruim. As vezes, acontecimentos e pessoas parecem fazer de tudo para nos irritar, mas se controlarmos nosso Yetser Hará, encontraremos a bênção do Eterno ao fim de Sucot.
Sucot é a época que nos faz perceber que todos somos iguais.
Assim como ricos e pobres na morte são todos iguais, em sucot, todos somos iguais. Todos precisamos fazer nossa própria cabana (o patrão não deveria mandar o empregado fazer a cabana para ele) e ali comermos, nos assentarmos e lembrarmos da providência divina.
A sucá tem seu objetivo, que, ao nos recolhermos e vivermos nela por apenas sete dias, isso deveria nos tornar mais humildes e dependentes de HaShem.
Não existe nenhuma pessoa melhor que Avraham Avinu, nosso patriarca, para nos ensinar o conceito de humildade e dependência de HaShem. Em Gn 13:2-4 diz: “Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do SENHOR.”
Mesmo sendo rico, cheio de gado, ouro e prata, Avraham habitava em tendas, e invocava o nome do Senhor. Ele, apesar de toda a riqueza, desejava viver sempre numa situação provisória, para nunca perder sua sensação de dependência do Eterno.
Então, fica a dica para esse sucot. Não confie nas riquezas, não fique com raiva, achando que o mundo é injusto com você, que você merece ser melhor tratado, que todos deviam te reconhecer, aprenda a confiar e a depender do Eterno. Quem sabe assim sejamos abençoados! Chag Sameach Sucot! Que no fim dessa semana estejamos como nos dias de Shlomo HaMelech, nos abençoando uns aos outros, e voltando para casa felizes e contentes por todo o bem que o Eterno nos proporciona sempre.
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domingo, 30 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Chol Hamoed Sukot: Nós e o Eterno!

Nessa semana teremos uma parashah diferente: É shabat chol hamoed sukot, ou seja, o shabat dentre os dias intermediários da festa dos Tabernáculos. A porção lida vai de Êxodo 33:12 a 34:26, com o Maftir sendo lido em Bamidbar. Mas o que esse texto tem a ver com a festividade de Sukot? Tudo!
A parashah começa com Moshe pedindo que a presença de HaShem fosse com o povo durante a caminhada pelo deserto (quando eles habitavam em Cabanas). Em Êx 33:15 ele diz: “Se a tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui.” Esse é o espírito de Sukot!
Nessa festa lemos o livro de Kohelet, Eclesiastes, e o livro fala basicamente da futilidade da vida, de correr atrás do vento, de trabalhar pra ajuntar tesouros que outros vão gastar, etc...
As pessoas dão muito valor a bens materiais, a correr atrás de um bom emprego, de status social e quanto mais se busca essas coisas, menos tempo sobra pra uma relação importante: Eu e D-us.
E ao ler o versículo acima, percebemos que, se não for pra estar na companhia do Eterno, nada faz sentido.
Logo mais à frente, Moshê diz ao Eterno: “Rogo-te que me mostres a Tua glória!” (Êx 33:18)
Ora, só podemos experimentar a presença do Eterno, quando nos despimos de tudo que é material. E isso se cumpre perfeitamente em Sukot. Veja:
Durante todo o ano estamos abrigados em casa, faça frio ou calor, temos sempre um teto que nos protege, chegamos em casa, uma jantinha na mesa da cozinha, ou na sala de jantar, ou diante da tela da televisão... e em sukot, ah! chegamos em casa e vamos jantar debaixo de uma cabana, sem um teto que protege, apenas algumas folhas de palmeira, que não nos impedem de olhar pra cima e contemplar o explendor da glória do Eterno. Ele quem criou os céus, a terra, as estrelas... e então passamos a ver que sem Ele, não somos nada.
O que Moshê buscava é o que falta hoje para muita gente... um pouco mais de D-us. Sukot é um convite a deixarmos de lado nossas preocupações passageiras de ter, possuir... e irmos em busca de algo que não seja tão efêmero, transitório; irmos em busca da presença do Eterno.
Aquele que experimenta a suká, prova ser coberto, aquecido, protegido não por um cobertor, mas pelas próprias mãos do Eterno. Moshê teve disso, quando a própria mão do Eterno o cobria, e ele esteve protegido junto à uma fenda na rocha. (Êx 33:21-23).
Viva intensamente Sukot e sinta a mão de HaShem te cobrir... garanto que se sentirá mais aquecido e totalmente protegido.
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