Mostrando postagens com marcador Toledot. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Toledot. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Jovens: Casar com a bênção ou com a amargura?

 

Quando atingimos a "maturidade" começamos a tomar nossas próprias decisões; mas para cada decisão há uma consequência. Quando o rapaz ou a moça decidem se casar, estão preocupados em receberem a bênção dos pais nessa decisão ou vai sem se importar com isso mesmo? A parashah de Toledot (Gn 25:19 a 28:9) nos mostra Esaú, causando sofrimento e tristeza aos pais por causa daquelas que ele escolhera para ser esposa. Rebeca, sua mãe, pelo contrário, se casou com o consentimento e a bênção dos familiares. Isso pode fazer toda a diferença na sua vida! E aí, com quem vai ser? Com bênção ou com sofrimento e tristeza?

sábado, 14 de novembro de 2015

Toledot e a vingança ou a paz. Você que escolhe!



Gn 27:41 - Passou Esaú a odiar a Jacó por causa da bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e disse consigo: Vêm próximos os dias de luto por meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão.

A parashah de Toledot mostra o conflito entre os irmãos Esau e Jacó e aprendemos muitas lições baseados nisso. A questão principal é como lidamos com esses conflitos, e qual sua origem.

Os gêmeos Esaú e Jacó já brigavam desde o ventre da mãe (Gn 25:22) e irmãos eventualmente brigam, discutem, em busca de ganhar seu próprio espaço no lar, entre a família. Mas Esaú e Jacó já era profetizado que teriam conflitos maiores, e o mais velho serviria ao mais novo, conforme os versos bíblicos nos ensinam. 
Esaú nasceu primeiro, Jacó saiu agarrado ao seu calcanhar.  Desde a infância mostravam que cada um tinha personalidade diferente, um era caçador, outro mais tranquilo, caseiro. 

Jacó, aproveitando-se de uma oportunidade comprou o direito de primogenitura de seu irmão Esaú; comprou baratissimo aliás, em troca de um simples prato de lentilhas. 
Muitas vezes agimos como Esaú, trocando algo valioso por outra coisa muito barata e de benefício passageiro e momentâneo. Esaú estava com fome, e trocou por um prato de comida todo o seu futuro.

Quando seu pai, Isaque, já idoso e cego, viu que era o momento de abençoar seus filhos, Jacó se aproveitou da situação e recebeu a bênção em lugar de Esaú. 
Ao perceber que Jacó tomou sua bênção e que não restara muita coisa para ele, Esaú, instantaneamente deixou seu coração ser invadido pelo ódio, rancor, e todo sentimento negativo com relação ao irmão. Ele prometeu pra si mesmo, assim que o pai falecesse, ele iria matar seu irmão.

Evidentemente não aconteceu o que ele planejava, mas por quanto tempo Esaú alimentaria esse sentimento negativo com relação ao seu irmão? Quanto tempo guardamos sentimentos negativos com relação aos outros? 

De fato, quando somos enganados, quando pessoas se aproveitam de nós, e tiram vantagem, isso gera em nós um sentimento negativo, ruim, de revolta, angústia... muitas vezes dizemos: “nunca mais quero ver tal pessoa na vida!” ou “se eu cruzar com tal pessoa, eu juro que a mato” ou outras frases dramáticas.

Somos aquilo que alimentamos dentro de nós, e há uma frase famosa que diz: “Guardar ressentimento é o mesmo que tomar veneno e esperar que o outro morra” e alimentar esse tipo de sentimento só vai fazer mal a nós mesmos. 

Vejamos o que diz o profeta Amós:
Am 1:11 - 11  Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Edom e por quatro, não sustarei o castigo, porque perseguiu o seu irmão à espada e baniu toda a misericórdia; e a sua ira não cessou de despedaçar, e reteve a sua indignação para sempre.

O Eterno castigaria a Edom (Esaú) por ter retido a indignação para sempre, banido a misericórdia e uma ira que não cessava, perseguindo seu irmão Jacó. 

Imagina que alguém te prejudique em determinada circunstância, e você se sinta tão prejudicado que isso lhe encha seu coração de ira. Onde vai te levar isso? 
Ficar irritado não é pecado. O pecado está no que você faz com sua ira. Vejamos:

Salmos 4:4  Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.
Esse salmo é cheio de ensinos fantásticos. Irai e não pequeis. Fique irritado sim, mas pense no que você vai fazer. O salmo conclui com:
Sl 4:7,8 Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho. Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.

É Deus quem coloca alegria no nosso coração, e não importa se os outros estão com fartura na mesa, com comidas e bebidas. O que vale, no fim das contas, é a gente dormir em paz, porque nossa paz vem de Deus. 

Na Brit Chadashah diz: 
Ef 4:26 ,27 Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira,  nem deis lugar ao diabo.
Se alguém te faz o mal, se você se sente prejudicado, deixe sua ira passar, não fique alimentando sentimentos negativos; é você quem estará tomando veneno e não pense que o outro é que vai morrer. 

Nossa bênção, nosso alimento, nossa paz, vem do Eterno e pouco importa se aqueles que nos fazem mal alcançam a prosperidade, se dão bem, ainda que momentaneamente. 
Cada um só pode dar aquilo que tem; o que temos a oferecer? Um coração limpo, puro, cheio de sentimentos de generosidade ou um coração cheio de mágoas, desejos de vingança e morte?

Que Deus nos abençoe com um coração puro e noites tranquilas de sono e paz! Shabat shalom!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Toledot e os filhos? Por quê os queremos?

A parashah de Toledot (gerações) começa em Gn 25:19 e fala do nascimento de Esaú e Jacó, e o nascimento dos filhos é algo que sempre traz, ou deveria trazer, alegria aos pais. Jovens casais imaginam como será a aparência de seu primogênito, sonham com seu crescimento, etc... mas nascimento dos filhos não é algo tão simples assim. Vejamos:
Isaque e Rebeca se casaram, e passaram vinte anos esperando por isso, pois o texto bíblico diz: "Isaque orava insistentemente ao Eterno (e Rebeca também), porque ela era estéril e finalmente, depois de vinte anos, ela engravida." (Gn 25:21) Aí você deve pensar: nossa! que alegria a de Rebeca hein?! Estava realizando um sonho. Será?
Vejamos o que nos diz o verso seguinte: “E lutaram os filhos no seu ventre e ela disse: Se é assim, porque desejei isso eu?” (Gn 25:22)
Analisando bem a situação, uma mulher que é estéril, espera vinte anos, e quando engravida, vem gêmeos, isso certamente seria o máximo da alegria, mas não para Rebeca, ela ainda com os filhos dentro do ventre já reclamava.
Na verdade isso não é muito diferente dos dias atuais. Casais sonham com filhos, mas quando eles vem, não sabem como agir. A paternidade (e maternidade) exige do casal maturidade.
Ora, Rebeca diz: “se é pra ser assim, porque eu desejei ter filhos?” Será que uma mãe não sabe que filhos brigam? Quem tem mais de um filho sabe, eles vão crescer brigando, lutando por espaço e isso é da natureza. Desde os primeiros, quando Caim matou Abel, os filhos vão conquistar seu espaço dentro de casa (da maneira correta, não como Caim) e isso os prepara para a vida fora de casa.
Também é natural que os pais reclamem, questionem, corrijam seus filhos. O que não é certo é ficarem maldizendo, amaldiçoando sua propria geração. Quando dizem coisas como: “você é um burro! você não serve para nada! Não sei porque eu fui burra de ter filhos! Filho criado, trabalho dobrado! ou coisas semelhantes a essas, os pais não se dão conta de que estão fazendo que seus filhos se sintam rejeitados.
Não, não estou dizendo com isso que os filhos devam ser bajulados, que possam fazer as coisas do jeito que bem entenderem; não é nada disso! O que precisamos aprender é que, se desejamos ter filhos, precisamos tratá-los com respeito e dignidade (sim, os pais também devem respeitar os filhos).
Quando errarem, os filhos precisam da correção, e por isso a bíblia fala em provérbios 13:24 “O que retem a vara aborrece a seu filho...” mas é preciso entender que os filhos precisam se sentir AMADOS, desejados, pelos pais. Eu como pai, tenho o dever de os corrigir, mas também tenho o dever de fazê-los se sentirem amados. Por exemplo, nas duas frases abaixo, qual é a correta e qual a errada?:
- Meu filho, eu estou decepcionado com sua atitude, esperava que você agisse de maneira diferente.
- Meu filho, você é uma decepção para mim. Eu esperava que você fosse diferente.
Embora pareçam dizer a mesma coisa, as duas tem pesos diferentes, completamente diferentes: a primeira frase demonstra que o pai está triste pelo ERRO do filho. Já a segunda, demonstra que o FILHO é uma DECEPÇÃO.
 
Queiram ter filhos, mas queiram educá-los, amá-los e não lancem sobre eles todas as suas próprias frustrações. Filhos devem ser fonte de alegria, não apenas quando nascem, mas durante toda a vida. Quantos e quantos pais pegam o bebê no colo, abraçam, beijam, demonstram carinho, mas logo que crescem um pouco, os pais já não demonstram o menor carinho pelos filhos?
 
Filhos vão brigar entre eles mesmos, vão passar por desafios nas escolas, no trabalho, no casamento, vão cometer erros sempre, pois são humanos, mas, quem disse que pais também não os cometem?
É triste demais para os filhos saberem que seus pais só conseguem ver seus defeitos, e nunca os elogiam pelos acertos. Além disso, Shaul HaShaliach nos deu este conselhos: “Pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef 6:4) Sim, é dever dos filhos honrar os pais, mas é também necessário que nós, pais, tratemos de maneira digna os nossos filhos, não apenas criticando os erros, mas ressaltando com alegria os acertos e as vitorias por eles alcançadas, pois, caso contrário, ainda quando estiverem no ventre, nossos filhos continuarão a ouvir: "porque desejei eu isso?"

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A história que se repete.



Gn 26:27-29 - Disse-lhes Isaque: Por que viestes a mim, pois me odiais e me expulsastes do vosso meio? Eles responderam: Vimos claramente que o SENHOR é contigo; então, dissemos: Haja agora juramento entre nós e ti, e façamos aliança contigo. Jura que nos não farás mal, como também não te havemos tocado, e como te fizemos somente o bem, e te deixamos ir em paz. Tu és agora o abençoado do SENHOR.

Ao observar os dias atuais, com os ditos "palestinos" e sua guerra contra Israel, se compararmos com a parashah de Toledot (Gn 25:19 a 28:9) fica evidente a repetição constante da história. O que ocorria com os patriarcas há mais de quatro mil anos segue ocorrendo nos dias de hoje.

Nos dias de Isaque, ele, de quem Israel foi descendente, ao semear, colhia cem vezes aquilo que plantava,e enriqueceu, porque o Eterno o abençoava. (Gn 26:12)

Hoje, Israel, apesar de ser um país de pequena proporção em tamanho e população, é um país rico, desenvolvedor da mais alta tecnologia, inteligência, muitas faculdades, democrático. Por outro lado, os ditos "palestinos", apesar de terem a faixa de Gaza, nada produzem, a não ser uma nação de miseráveis, que sobrevive graças a tsedakah, e são governados sob uma ditadura de líderes terroristas, que possuem um único pensamento: destruir Israel. Não pensam em fazer o bem para o próprio povo.

Mas voltando à parashah, em Gn 26:14 fala que os filisteus tinham inveja de Isaque (por ser rico, abençoado por Deus) e enchiam de terra os poços que Isaque e seus trabalhadores cavavam. Por aí se percebe algo bem comum: que trabalha e cresce é invejado por aqueles que não trabalham, e claro, não crescem.
Hoje, os filisteus modernos invejam Israel, e já que eles mesmos não produzem para seu povo, atacam Israel, procuram destruir tudo de bom que Israel faz, querem ficar "com os poços de Isaque".

Israel tem agido como Isaque, deixando que os poços sejam enchidos com terra, aceitando que diariamente os filisteus (palestinos) lancem bombas em seus territorios, e por fim, cedendo os espaços para o filisteu em nome da paz, exatamente como Isaque fazia, cedendo os poços (que ele mesmo cavara aos inimigos, porque tudo que interessava a Isaque, e tudo que interessa a Israel é ter PAZ.

E se cumpre o que diz em Gn 26:27-29.
• Os que nos odeiam nos buscam propondo "paz".
• Eles veem claramente que o Eterno é conosco.
• Pedem o juramento de paz a Israel, pedem que Israel jure que não os atacará.
• Dizem: não nos ataquem, porque te fazemos somente o bem e te deixamos em paz.

Pura mentira! Sabemos que se existe algo de paz, é porque Israel, assim como Isaque, sempre trabalhou para isso, sempre cedeu "seus poços".

Infelizmente sabemos que não haverá paz para Israel enquanto Mashiach não vier, e por isso rezamos a cada dia que o Eterno "faça apressar o advento do seu Ungido, com a chegada de Mashiach," que instaurará um reino de paz sobre a Terra.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quem espera recebe...



A parashah de Toledot apresenta as gerações de Isaque e compreende Gn 25:19 a Gn 28:9.

Em Gn 25:21 temos que: “Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações e Rebeca, sua mulher, concebeu.”

Quantos maridos seriam capazes de orar insistentemente, por 20 anos, pela sua esposa? Rebeca era estéril e nem por isso foi abandonada pelo esposo, que como todo marido anseia por um filho.
Isaque era um homem de oração. Já no momento em que Rebeca o avistou pela primeira vez, ele estava no meio da tarde, orando ao Eterno (Gn 24:63) e ela soube ali que ele não a abandonaria. Sempre teria em seu favor as orações do bom marido.
Atualmente muitos casais se separam por qualquer motivo, e a infertilidade de algum dos cônjuges é motivo aceito para o fim de um casamento, mas quem teria o direito de escolher ser estéril? Será que Rebeca sabia que não podia gerar filhos? Acredito que não.
Da mesma forma, isso nos leva a considerar que quando alguém sofre um acidente de trânsito por exemplo, e fica impossibilitado de realizar algumas atividades, isso seja motivo para uma separação. Se isso é justo ou não cabe a cada um refletir.
O fato é que Isaque optou por não abandonar a esposa, e optou também por orar insistentemente ao Eterno, o único capaz de fazer da estéril uma alegre mãe de filhos (Sl 113:9)
Assim como comentei na parashah da semana passada sobre a mulher ser generosa para com o marido, hoje digo que uma mulher precisa confiar que o marido estará ao lado dela nos momentos de dificuldade, e que não a abandonará.
Graças às orações de Isaque, Rebeca se tornou mãe dos gêmeos, Esaú e Jacó, o nosso patriarca.