quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Lições da Unidade na Torre de Babel


Gn 11:1 - Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar.
Depois de descerem da Arca, Noach e seus filhos repovoaram a terra, e à medida que as famílias se multiplicavam  eles iam aumentando os limites de sua habitação.
Todos eram “irmãos” uma única nação. Ninguém se sobrepunha sobre os demais, afinal eram uma mesma “família”.

A unidade é algo bom, importante, tanto que na sua oração, Yeshua dizia: “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós... Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. (Jo 17:11,21,22)
Quando somos UM, manifestamos a fé no Mashiach.

Mais tarde, quando Shaul HaShaliach já lidava com divisões na Kehilah de Corinto, ele disse: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Yeshua HaMashiach, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.” (1 Co 1:10)

O próprio Eterno, ainda no texto de Gn 11, diz: “Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.” (Gn 11:6)

Não há restrições, tudo o que um conjunto unido pretende, ele será capaz de executar. O problema é que a união também faz a força no sentido contrário, para o mal.
No caso dos descendentes de Noach, o mal foi a ambição por “tornarem-se célebres”. Basta ler o texto em Gn 11:4:
“Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.”

Diz o sábio Hillel, em Pirkê Avot: “todo aquele que quer muita celebridade, perde a que já possui.” (Avot 1:13) Quando você acha que só você sabe fazer as coisas direito, que só você é capaz disso ou daquilo, que as pessoas deveriam reconhecer seu mérito, tudo o que você faz deixa de ter valor, porque o faz apenas para ser reconhecido. Ter seu nome como de alguém “célebre, importante” não significa nada, pois o que vale é termos nosso nome inscrito no único lugar realmente de valor: o LIVRO DA VIDA.

No texto de Shaul aos Coríntios, ele dizia: “cada um diz... eu sou de Paulo, eu de Apolo e eu de Cefas...” pra quê isso? Porque a divisão estava sendo causada porque alguém achava seu líder melhor, maior ou mais importante. E ele segue: “dou graças a D-us, porque a nenhum de vós batizei.” (1 Co 1:12-14)

Quer ver a Congregação crescer? Reconheça que todos somos importantes, e que ninguém, absolutamente ninguém é melhor do que os outros. Até porque, João Batista, o grande homem que batizou a Yeshua, o Mashiach, dizia: “Convém que ele cresça e que eu diminua.” (Jo 3:30)

A união é boa, diz o salmo: “Quão bom e agradável é que os irmãos vivam em união.” Mas para ser boa, tem que ser por um propósito bom. Se o propósito algum dia for fazer com que seu nome seja célebre, já perdeu seu valor. Pense nisso!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Começo certo para um rapaz perdido!

Nessa semana recomeçamos o estudo da Torah, com a porção de Bereshit (Gn 1:1 a Gn 6:8) e eu especificamente, estarei celebrando a união de um jovem casal de amigos.
Como sempre acreditei, o Eterno faz tudo no tempo certo, e se fizéssemos aquilo que Ele, nosso Criador, nos recomendou, viveríamos muito melhor.
Em Gn 2:18 temos: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” Com frequência vemos jovens perdidos por aí, sem rumo, e por vezes achando que estão certo, mas como sempre acontece, estão enganados. Já no primeiro homem, Adam, o Eterno viu que não era bom o homem viver sozinho. Ele precisava de uma adjutora, uma ajudadora, idônea, que se preocupasse com ele e cuidasse dele.
Não precisa ir muito longe, é na verdade bem simples, basta olhar para os lados e temos exemplos diários desde coisas corriqueiras. Quantos homens você conhece que sabem se virar sozinhos? Se virar que digo é se vestir adequadamente, roupa sempre limpa e passada, se alimentar na hora certa (alimentar, não comer porcarias pelas ruas) cuidar da sua aparência, higiene pessoal, etc? A maioria dos homens precisa de alguém que cuide deles, que os faça se alimentar na hora certa, que cuide das suas roupas, que avise que está na hora de comprar um calçado novo para ele; se não tem uma esposa, o homem não sabe viver.
Na sequência, o Eterno fez com que o homem se deitasse, dormisse e aí todos sabemos que Ele formou, a partir da costela de Adam, a mulher, chamada Eva. Adão feliz, disse: “Essa é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne.” E ambos estavam nus e não se envergonhavam. (Gn 2:21-25).
Essa era a vontade do Eterno. O homem e sua esposa, a ajudadora, sempre ao seu lado, o apoiando; uma única pessoa diante de quem ele fica nu (ele se revela por inteiro, chora, ri, compartilha de todos os momentos) sem se envergonhar.
E como eu brinco de vez em quando com os jovens, um rapaz solteiro é uma pessoa deficiente, pois falta-lhe uma costela. E uma moça solteira então, que é só uma costela, e falta-lhe todo o restante do corpo? Na verdade, não importa o tamanho do pedaço do corpo que foi tirado do homem, o que vale é que ele só será completo com uma esposa ao seu lado.
Jovem, se a vida lhe parece incompleta, mesmo cheio de amigos ao seu lado, é porque sua vida sempre será incompleta, até que você se dê conta de que o conselho do Eterno ainda permanece: NÃO É BOM QUE O HOMEM ESTEJA SÓ!
Mas lembre-se: “há tempo para todas as coisas debaixo do céu” (Ec 3) Faça a coisa certa, procure um casamenteiro, se disponha a aceitar os conselhos, e perceba que o casamento é parte de uma vida plena segundo a vontade do Eterno.

Claro que a meditação não se resume a isso, há inúmeros conselhos a serem dados, tanto a solteiros quanto a casados (mesmo de longa data) para uma vida cheia de alegria, mas isso fica para a explanação da parashah ao vivo com o rosh, dentro da kehilah! Shabat shalom! Que todos tenham um shalom Bayt para desfrutar sempre!

** A foto acima é de um casal amigo de longa data, de Campinas, que se uniram em março de 2012, a Zelinha e o Zahav.

domingo, 30 de setembro de 2012

Sucot e a alegria?

1 Rs 8:65,66 - No mesmo tempo, celebrou Salomão também a Festa dos Tabernáculos e todo o Israel com ele, uma grande congregação, desde a entrada de Hamate até ao rio do Egito, perante o SENHOR, nosso Deus; por sete dias além dos primeiros sete, a saber, catorze dias. No oitavo dia desta festa, despediu o povo, e eles abençoaram o rei; então, se foram às suas tendas, alegres e de coração contente por causa de todo o bem que o SENHOR fizera a Davi, seu servo, e a Israel, seu povo.

A Festa de Sucot tem que nos trazer esse renovo, essa alegria, onde rei e súditos se abençoam e todos voltam alegres para suas tendas por todo o bem que HaShem os concedera. Mas porquê nem sempre é assim? Porque talvez em algum momento deixemos de olhar para todo o bem que recebemos e voltamos nossos olhos para os problemas.

Essa noite não conseguia dormir e me lembrei do filme Ushpizin, quando, o personagem principal (também chamado de Moshê) Moshê Belanga, corre desesperado e ora a HaShem, pedindo: “Eu não quero ter raiva, eu não quero ter raiva” e só aí, só depois disso, ele foi abençoando, com sua esposa ficando grávida de um menino. No fim, ele percebe que as pessoas que o estavam perturbando, apenas cumpriam um propósito de Deus: fazer com que ele pudesse controlar e se livrar desse sentimento ruim. As vezes, acontecimentos e pessoas parecem fazer de tudo para nos irritar, mas se controlarmos nosso Yetser Hará, encontraremos a bênção do Eterno ao fim de Sucot. Sucot é a época que nos faz perceber que todos somos iguais.

Assim como ricos e pobres na morte são todos iguais, em sucot, todos somos iguais. Todos precisamos fazer nossa própria cabana (o patrão não deveria mandar o empregado fazer a cabana para ele) e ali comermos, nos assentarmos e lembrarmos da providência divina. A sucá tem seu objetivo, que, ao nos recolhermos e vivermos nela por apenas sete dias, isso deveria nos tornar mais humildes e dependentes de HaShem.

Não existe nenhuma pessoa melhor que Avraham Avinu, nosso patriarca, para nos ensinar o conceito de humildade e dependência de HaShem. Em Gn 13:2-4 diz: “Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do SENHOR.” Mesmo sendo rico, cheio de gado, ouro e prata, Avraham habitava em tendas, e invocava o nome do Senhor. Ele, apesar de toda a riqueza, desejava viver sempre numa situação provisória, para nunca perder sua sensação de dependência do Eterno.

Então, fica a dica para esse sucot. Não confie nas riquezas, não fique com raiva, achando que o mundo é injusto com você, que você merece ser melhor tratado, que todos deviam te reconhecer, aprenda a confiar e a depender do Eterno. Quem sabe assim sejamos abençoados! Chag Sameach Sucot! Que no fim dessa semana estejamos como nos dias de Shlomo HaMelech, nos abençoando uns aos outros, e voltando para casa felizes e contentes por todo o bem que o Eterno nos proporciona sempre.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Yom Kipur, mais que perdão, reflexão.


Normalmente há duas ocasiões onde buscamos ao Eterno. A primeira é quando estamos em dificuldades, seja financeira, de saúde, ou qualquer outro tipo, e a segunda é no dia de Yom Kipur, quando jejuamos e pedimos perdão. Mas há uma condição de nossa prece ser aceita diante do Eterno. Vemos isso quando Shlomo HaMelech acabara de erguer o Beit HaMikdash, e o Eterno aparece a ele:
2 Cr 7:12-14 - De noite, apareceu o SENHOR a Salomão e lhe disse: Ouvi a tua oração e escolhi para mim este lugar para casa do sacrifício. Se eu cerrar os céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo; se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.



A condição é TESHUVAH, arrependimento, retorno. Quando sua terra (sua vida) estiver seca, sem chuva e os gafanhotos estiverem consumindo tudo, é sinal de que precisa se despertar. Para quê? Para, humildemente orar, buscar ao Eterno, e se converter dos seus maus caminhos.
Isso significa que se você mudar, D-us muda sua vida e mais importante, Ele perdoa os pecados e sara sua terra.
Existem três coisas difíceis de serem aceitas pelas pessoas e por isso resistimos tanto:
1) RECONHECER QUE ESTÁ ERRADO.
2) PEDIR PERDÃO.
3) MUDAR.

Um exemplo disso está na história de Naamã. Vejamos sua história:
• 2 Rs 5:1 - Homem grande, general da síria, porém leproso.
• 2 Rs 5:3 - Uma jovem israelita, sua serva, lhe oferece a solução.
• 2 Rs 5:5 - O rei e Naamã acham que uma oferta basta para conseguir o que precisam.
• 2 Rs 5:10 - O profeta ordena que Naamã se banhe sete vezes no rio Jordão.
• 2 Rs 5:11-12 - Naamã se recusa a obedecer, acha ridícula a idéia, pois sente que os rios de Damasco são melhores.
• 2 Rs 5:13 - Pessoas o aconselham a obedecer, pois o que foi dito era algo fácil. Não obedeceu ao profeta, mas escutou os outros, seus servos.
• 2 Rs 5:14 - Depois de obedecer, foi curado da lepra.
Essa história é muito semelhante à das pessoas hoje. Se acham importantes e não se dão conta que estão leprosos. Por se acharem importantes, não aceitam ordens do profeta (ou do rosh) e preferem seguir leprosos. Acham que basta dar uma boa oferta e está tudo certo, mas assim como Naamã continuam leprosos. Obedecer seria sinal de fraqueza, algo inconcebível e ridículo. Assim como os rios de Damasco, acreditam que suas idéias são melhores, mas continuam leprosos. Depois de ouvir outras pessoas, aceitam obedecer (mas não ao rosh, aceitam porque foi conselho de pessoas "suas amigas") Por obedecer, alcançam a cura... aí pergunto: Não teria sido mais fácil obedecer logo ao profeta?
Naamã precisou reconhecer que estava errado, os rios de Damasco não eram melhores que o Jordão, precisou ouvir seus servos e pedir perdão, indo atrás do profeta que ele mesmo havia rejeitado obedecer e finalmente precisou mudar. Mudar de opinião, mudar conceitos, mudou, aceitou o Jordão e foi curado.
Se você acha dificil jejuar 25 horas, se você acha dificil teshuvah, obedecer... pense em Yeshua.
Jo 13:1 - Yeshua, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
2 Co 5:14 - Porque o amor do Mashiach nos constrange...
Foi fácil para ele?
Mt 26:39 - E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.
 Boa reflexão e bom jejum pra todos nós... e que sejamos inscritos no Livro da Vida.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Rosh HaShanah e Yom Kippur


Em Rosh Hashaná, após a prece da noite, cumprimentamos todos falando: Leshaná Tová Ticatêv Vetechatêm (que sejas inscrito e selado para um ano bom). Mas o que faz de um ano bom? Que mudanças queremos para esse ano? Mais do que as mudanças que buscamos para o ano novo, precisamos ver as mudanças que já passamos ao longo dos anos. Vamos nos inspirar na história de nossos patriarcas...

Abraão vivia bem em Ur, mas chamado pelo Eterno, ele teve que optar entre seguir a vida, ou MUDAR. Mas ao mudar, não sabia de tudo que o esperava.

A Torah declara em Gn25:7,8 que Abraão morreu feliz, aos 175 anos. Deus fez dele pai de uma grande nação. Mas se ele não tivesse aceitado MUDAR para algo novo, o que seria dele? Talvez um bom homem, casado com Sarah, que morreria sem filhos.

Jacó, a segunda geração após Abraão, saiu de casa fugido do irmão gêmeo, e na casa de Labão, nao se deu conta, mas Deus estava mudando sua vida, até que quando saiu, percebeu a mudança e disse: “sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois bandos.” (Gn 32:10)

Mas de repente Jacó viu os rumos de sua família se desviarem, Diná foi seduzida, Simeão e Levi se tornaram conspiradores da morte de um povo todo, os siquemitas. Era preciso uma mudança. Para uma mudança verdadeira, Yaakov nos ensina que precisamos de três coisas:

Gn 35:1-3 - Disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da presença de Esaú, teu irmão. Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes; levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.

1) Lançar fora os deuses estranhos.

2) purificai-vos.

3) mudar as vossas vestes.

 

Uma mudança no sentido contrário não subsiste. Só aí podemos construir um Altar ao Eterno. 

Rm 12: 2 - E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Renovar a nossa mente, abrir mão de velhos costumes, tradições, idéias e transformarmos para experimentar a vontade boa e agradável e perfeita do que HaShem quer para nós.

Jl 2:12-16 - Ainda assim, agora mesmo, diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. Quem sabe se não se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação para o SENHOR, vosso Deus? Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembléia solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu aposento....

Mas e aí, se eu mudo, o que acontece?

Jl 2:23-27 - Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia As eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de vinho e de óleo. Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros. Comereis abundantemente, e vos fartareis, e louvareis o nome do SENHOR, vosso Deus, que se houve maravilhosamente convosco; e o meu povo jamais será envergonhado. Sabereis que estou no meio de Israel e que eu sou o SENHOR, vosso Deus, e não há outro; e o meu povo jamais será envergonhado.

Sempre é tempo de mudar, mudar o que vale a pena mudar, converter nosso coração e ser abençoado pelo Eterno.

Assim, teremos nosso nome inscrito e selado para um ano bom... maravilhoso, agradável... e quem sabe, HaShem nos permita perceber o quanto a mudança valeu a pena!

Se você já serve ao Eterno, é tempo de refletir, como Yaakov, no quanto você já teve sua vida mudada, quantas bênçãos recaíram sobre sua vida e família. Mas por outro lado, se passa por dificuldades, talvez seja tempo de uma mudança verdadeira. Esses dias de introspecção estão aí para nos fazerem refletir, lançar fora os deuses estranhos, purificarmo-nos e aí sim, mudarmos de roupa, exterior.

Mudemos por dentro e veremos que por fora, nossa roupa não fará tanta diferença assim. Shanah Tovah! E que o Yom Kippur marque um jejum verdadeiro, de santidade, e de MUDANÇAS! Pessoas se preocupam com mudanças exteriores, pessoas sábias se preocupam com o interior.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Deus perto ou Deus longe?


Na parashah dessa semana, Vaetchanan (Dt 3:23 a Dt 7:11) Moshê segue seu discurso ao povo de Israel, e diz: Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o SENHOR, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?”  (Dt 4:7)
Com isso, nosso mestre mostrava aos israelitas que eles tinham um grande privilégio, pois nenhum outro povo tinha acesso a seus deuses de forma tão fácil, e mais do que isso, nenhuma outra nação tinha D-us tão perto de si.
Como sempre, a maioria das coisas possuem um lado bom e o lado ruim. De bom, saber que D-us estava perto, mas isso tinha uma condição: “Nos aproximarmos dEle.”
Diferente do que muitas pessoas fazem hoje, exigindo que D-us mude sua vida, que cure as doenças, que sejam prósperos, pois não aceitam isso ou aquilo... nós precisamos saber que assim como um pai tem prazer em ser generoso e estar ao lado de seu filho obediente, o Eterno D-us tem prazer em que sigamos Seus mandamentos, e por isso Moisés prossegue dizendo: “E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que eu hoje vos proponho? Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos.” (Dt 4:8,9) Foi D-us quem nos deu as leis, estatutos e juízos justos, e ao seguí-los, temos a plena certeza de estarmos fazendo o que é certo. Mas voltemos ao contexto de D-us perto, D-us longe.
Somos nós é que decidimos se queremos viver sentindo Sua presença bem perto. O profeta Isaías nos disse: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”

Se queremos ser ouvidos por Ele, se queremos sentir Sua mão estendida na nossa direção, Seus ouvidos voltados para nossa prece, é necessário andarmos de acordo com Ele, guardando Seus mandamentos. Simples assim...

É como aquela antiga brincadeira de quando éramos crianças e tinhamos que procurar por algo. Aí alguém dizia: “Tá frio... tá frio... tá esquentando, tá quente....” E assim seguia até encontrarmos o que estava escondido.
Quando pecamos voluntariamente, quando abandonamos a vontade de D-us, e quando O buscamos, Ele mesmo nos diz: “Tá frio, tá frio, tá congelando.” Por outro lado, quando somos bons filhos, obedientes, D-us diz: “Tá quente! Achou!”
São nossas iniquidades que nos dizem se sentimos D-us perto ou longe de nós. Se você está longe do Senhor, ainda há uma solução, como é dito: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” (2 Cr 7:14)
Quer D-us perto? então corra atrás disso, e comece a ouví-lo te dizer: “Tá esquentando, tá esquentando...” Pense nisso!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Pinechas e o vestibular mais importante





Nessa parashah tem novamente o relato da contagem dos israelitas. Existem dois aspectos importantes nessa nova contagem que precisam ser analisados. A quantidade de pessoas e quem eram elas.

Primeiro analisemos a quantidade: Em Nm 26:51, temos: “São estes os contados dos filhos de Israel: seiscentos e um mil setecentos e trinta.” Esse é praticamente o mesmo número daqueles que foram contados tão logo os israelitas saíram do Egito: Em Nm 1:46 (um ano depois da saída do Egito) temos: “todos os contados foram seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.”
Bom, aí alguém pode pensar que depois que os Israelitas saíram do Egito, morreram poucos, pois a diferença entre os que saíram e os que estavam por entrar na terra prometida, após quase quarenta anos de caminhada, é de exatos 1820 pessoas. Como pode ser essa contagem? E os que morreram nas pragas (só em Coré, foram 14700 homens e na praga por causa de Peor foram mais 24000).

Moshê nos traz a resposta, quando ele já contava os israelitas que entrariam na terra, já discutia a divisão das terras entre as tribos, e aí diz:
Nm 26:64-65 - Entre estes, porém, nenhum houve dos que foram contados por Moisés e pelo sacerdote Arão, quando levantaram o censo dos filhos de Israel no deserto do Sinai. Porque o SENHOR dissera deles que morreriam no deserto; e nenhum deles ficou, senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.
Os que saíram do Egito são como aqueles que entram no ensino fundamental... todos têm um objetivo final: Passar no vestibular! No caso deles, entrar na terra prometida.
E como eles passaram, assim é a nossa vida. Entramos no pré, depois nove anos de ensino fundamental, depois mais três de segundo grau e aí vem o temido vestibular: Você estuda, estuda, estuda e quer ver seu trabalho coroado com seu nome na lista dos aprovado não é?

No vestibular da Terra Prometida, que foi muito mais difícil, dos 603.550 alunos, só 2 foram aprovados. Todos os demais que entraram, eram de uma nova geração de alunos.
Nossa teshuvah pessoal representa o mesmo processo, onde todos partem em rumo de um objetivo, chamado Olam Habah. No deserto, muitos já caíram, outros cairão, mas quem estará de pé ao fim da jornada? Só os Josués e os Calebes, que perseveraram o tempo todo, no caminho certo. Pense nisso! Quer ver seu nome na lista de aprovados do Mundo Vindouro? Então se prepare hoje. Não perca seu tempo precioso em coisas que só tirarão seus olhos do objetivo final. Dedique-se porque não há nada mais gratificante do que olhar seu nome na lista dos aprovados, de preferência com louvor!