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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Pinechas e o vestibular mais importante
Nessa parashah tem novamente o relato da contagem dos israelitas. Existem dois aspectos importantes nessa nova contagem que precisam ser analisados. A quantidade de pessoas e quem eram elas.
Primeiro analisemos a quantidade: Em Nm 26:51, temos: “São estes os contados dos filhos de Israel: seiscentos e um mil setecentos e trinta.” Esse é praticamente o mesmo número daqueles que foram contados tão logo os israelitas saíram do Egito: Em Nm 1:46 (um ano depois da saída do Egito) temos: “todos os contados foram seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.”
Bom, aí alguém pode pensar que depois que os Israelitas saíram do Egito, morreram poucos, pois a diferença entre os que saíram e os que estavam por entrar na terra prometida, após quase quarenta anos de caminhada, é de exatos 1820 pessoas. Como pode ser essa contagem? E os que morreram nas pragas (só em Coré, foram 14700 homens e na praga por causa de Peor foram mais 24000).
Moshê nos traz a resposta, quando ele já contava os israelitas que entrariam na terra, já discutia a divisão das terras entre as tribos, e aí diz:
Nm 26:64-65 - Entre estes, porém, nenhum houve dos que foram contados por Moisés e pelo sacerdote Arão, quando levantaram o censo dos filhos de Israel no deserto do Sinai. Porque o SENHOR dissera deles que morreriam no deserto; e nenhum deles ficou, senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.
Os que saíram do Egito são como aqueles que entram no ensino fundamental... todos têm um objetivo final: Passar no vestibular! No caso deles, entrar na terra prometida.
E como eles passaram, assim é a nossa vida. Entramos no pré, depois nove anos de ensino fundamental, depois mais três de segundo grau e aí vem o temido vestibular: Você estuda, estuda, estuda e quer ver seu trabalho coroado com seu nome na lista dos aprovado não é?
No vestibular da Terra Prometida, que foi muito mais difícil, dos 603.550 alunos, só 2 foram aprovados. Todos os demais que entraram, eram de uma nova geração de alunos.
Nossa teshuvah pessoal representa o mesmo processo, onde todos partem em rumo de um objetivo, chamado Olam Habah. No deserto, muitos já caíram, outros cairão, mas quem estará de pé ao fim da jornada? Só os Josués e os Calebes, que perseveraram o tempo todo, no caminho certo. Pense nisso! Quer ver seu nome na lista de aprovados do Mundo Vindouro? Então se prepare hoje. Não perca seu tempo precioso em coisas que só tirarão seus olhos do objetivo final. Dedique-se porque não há nada mais gratificante do que olhar seu nome na lista dos aprovados, de preferência com louvor!
sábado, 16 de julho de 2011
5 Filhas e 1 Problema sem resposta
Na parashah de Pinechas (Nm 25:10 a Nm 30:1) temos muitas lições, mas dentre elas, temos a história de um homem chamado Tselofechad; o tal homem tinha cinco filhas e nenhum filho. Ele já havia falecido e como ficaria a sua herança na hora da divisão das terras, uma vez que as terras seriam repartidas entre os filhos homens.O relato delas está em Nm 27, e conta que elas foram até Moshê e os anciãos para questionar como ficaria o caso dessa família. E agora? Como resolver uma situação que não havia sido prevista anteriormente?
A grande lição desse caso está mais uma vez na atitude de Moshê, nosso mestre, que foi consultar o Eterno sobre como deveria proceder. Ora, Moshê era a instância superior sempre, mas isso não significava que ele tinha resposta para tudo.
Quando Jetro o aconselhara lá em Exodo 18:21,22, dizia: “procura homens capazes, tementes a Deus, e coloca sobre o povo...Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo.”
Uma coisa é ajudar a levar a carga, outra é se achar tão capaz como Moshê, se julgar apto para resolver não apenas as coisas pequenas, como as grandes. Esse é o erro de muitos homens hoje. Se achar! Se acham demais! Se julgam preparados, no mesmo nível. O homem sábio é aquele que conhece suas limitações e que está disposto a ser um ajudante, na hora de carregar as cargas. Se perceber algo difícil, além de sua capacidade, leva para Moshê! Essa é a sabedoria.
Essa é alição que nosso líder nos deixou. Quando chegou uma situação em que ele, Moshê, não se sentia apto para resolver, ele foi consultar a instância superior. Não havia um homem que estivesse acima dele, então ele foi ouvir o que o Eterno ordenaria.
Se existe alguém mais preparado que você, tenha sempre a humildade de consultar, se aconselhar, e de seguir o que essa instância te ordenar fazer. Isso não torna ninguém maior ou menor... Apenas mostra que uma pessoa humilde segue conselhos. Moisés fez assim...
Ninguém é obrigado a ter respostas para tudo, pense nisso! Não seja como os tolos que respondem a toda situação, não importa se respondam certo ou errado, o que vale é fingir que sabe.
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