sábado, 11 de junho de 2016
Números ou No Deserto? Qual o mais importante? Bamidbar responde!
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Parashah Matot / Massei: Tamu Junto? Será verdade mesmo?
terça-feira, 30 de junho de 2015
Parashah Balak e será que estamos entendendo?
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Chukat e o privilégio de enxergar
• Israel presenciou dez sinais sobre o Egito, antes da libertação chegar. Isso me faz ver que não importa a quantidade de sinais que D-us opere através de seu líder, sempre haverá pessoas de memória curta e que julgarão como irrelevantes tais atos; normalmente essas pessoas acreditam que são capazes de fazer aquilo, mas não. Depois que algo é feito, todo mundo acha fácil; o díficil é ser o que fez. Dificil é abrir o mar com seu cajado; atravessar, e depois de estar do outro lado, em segurança, achar que seria capaz de fazer melhor é fácil.
Quando a gente desvia nossos olhos do objetivo, não adianta nos mostrarem grandes cachos de uva, pois diremos sempre: “você nos trouxe para um mau lugar, onde não tem uva.quarta-feira, 5 de junho de 2013
Lição da vara que floresce
Parashah de Corach, Nm 16:1 a Nm 18:32
Nm 17:10 Então, o SENHOR disse a Moisés: Torna a pôr a vara de Arão perante o Testemunho, para que se guarde por sinal para os filhos rebeldes; assim, farás acabar as suas murmurações contra mim, e não morrerão.
É interessante observar o comportamento de Moshê e Aharon com relação aos que questionavam sua autoridade, mesmo logo após terem morrido os homens de Coré, que acabara de levantar uma rebelião contra Moshê. Isso nos traz grandes ensinamentos.
Primeiro: não importa os sinais, sempre haverá quem questione a autoridade do líder. Miriam e Arão haviam questionado Moshe e ela ficou imediatamente leprosa. Isso não assustou ninguém... pois logo em seguida Coré se levanta, com 250 homens.
Segundo: quem questiona quase sempre não tem nenhuma obra digna de ser apresentada em seu próprio mérito. Analise: O que de bom Coré, Datã e Abirão haviam feito em favor do povo?
Terceiro: um líder não deve esperar reconhecimento por parte dos seus liderados. Por isso mesmo, levantar-se diante de um zaken não é sinal de reconhecimento, mas apenas cumprir uma mitsva, e de certa forma, muita gente o faz apenas para não ser mal visto diante da congregação.
Quarto: Um líder de verdade se preocupa com as consequências de seu povo, ainda que eles não mereçam e que ele possa ser prejudicado.
Nm 16:44-50 Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Levantai-vos do meio desta congregação, e a consumirei como num momento; então, se prostraram sobre o seu rosto, e disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, e põe nele fogo do altar, e deita incenso sobre ele, e vai depressa à congregação, e faze expiação por eles; porque grande indignação saiu de diante do SENHOR; já começou a praga. E tomou-o Arão, como Moisés tinha falado, e correu ao meio da congregação; e eis que já a praga havia começado entre o povo; e deitou incenso nele e fez expiação pelo povo. E estava em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga. E os que morreram daquela praga foram catorze mil e setecentos, fora os que morreram por causa de Corá. E voltou Arão a Moisés à porta da tenda da congregação; e cessou a praga.
Quem em sã consciência no meio de uma praga, morrendo gente, tendo recebido uma ordem do Eterno para sair do meio do povo, ousaria desobedecer e correr, buscando expiar o pecado do povo? MOISÉS e ARÃO.
Arão correu, ficou parado no meio do povo, entre os vivos e os mortos. Imagine-se você no lugar dele. Tendo sido perseguido minutos atrás por aquelas mesmas pessoas, ele saiu diante do Eterno para expiar o pecado deles.
Lá se foram 14700 pessoas, mas morreriam TODOS. A praga só cessou diante do precioso ato de grandeza dos líderes do povo. Um líder tem que ter grandeza. Por isso mesmo, Yeshua ben David, nosso Mestre, disse:
Mt 20:26-28 - quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
Mas o que tudo isso tem a ver com o versículo inicial de Nm 17:10?
A vara de Arão estaria ali como um sinal para os rebeldes. Sim, sempre teremos rebeldes em nosso meio. Mas de vez em quando, quem sabe eles possam dar uma olhada na direção da vara de Arão, aquela mesma que floresceu e deu frutos.
Quem sabe os rebeldes se arrependam e a vara de Arão, aquela que floresce e dá frutos possa os livrar da morte.
Olhemos para o sinal, e mais uma vez a bondade de Moshê será capaz de livrar da morte os rebeldes.
sábado, 1 de junho de 2013
Shelach Lecha e o poder do exemplo
Nm 14: 6,7 - Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa.
A parashah de Shelach Lecha (Nm 13:1 a 15:41) é muito rica e interessante e podemos extrair dezenas de lições, essencialmente sobre o episódio dos espias.
Os dez espias que voltaram difamando a terra e com medo de seus moradores, acabaram causando sobre o povo todo um grande temor, tamanho que foram capazes de sentir o desejo levantar um líder que os levasse de volta para o Egito. Mas e qual a consequência da atitude deles e de Josué e Calebe?
Bom, a consequência deles foi o medo causado no povo e também o castigo dado pelo Eterno, em 40 anos de caminhada pelo deserto, como dito, um ano para cada dia em que espiaram a terra.
A atitude deles e também a de Josué se transforma em exemplo para gerações futuras. E exemplo é tudo!
Josué, ao lado de Calebe, falou bem da terra, exaltou e reforçou que sim, eles conquistariam a terra, não importa o tamanho do inimigo. Na haftarah dessa semana, quando Josué já era o líder dos israelitas e ordenou espias a verem Jericó, vejamos o que aconteceu:
Js 2:23,24 - Assim, os dois homens voltaram, e desceram do monte, e passaram, e vieram a Josué, filho de Num, e lhe contaram tudo quanto lhes acontecera; e disseram a Josué: Certamente, o SENHOR nos deu toda esta terra nas nossas mãos, e todos os seus moradores estão desmaiados diante de nós.
Primeiro, ele já não mandou doze espias, apenas dois, talvez como um sinal de que só os dois que falavam bem da terra seria suficiente. E a resposta deles: “certamente o Eterno nos deu toda esta terra nas nossas mãos, e seus moradores TODOS estão desmaiados diante de nós.”
Se você é um líder otimista, isso incutirá nos seus liderados um espírito de otimismo. Por outro lado, se você inspira o povo a ser medroso, ele o será.
Josué fez dos seus um povo que confiava no Eterno e buscava que eles vissem que sim, seriam vitoriosos. Seus espias tiveram o mesmo espírito, a mesma visão, e claro, os israelitas conquistaram a terra de Jericó. Para quem é como Josué, esses terão o benefício de ver as muralhas caindo.
Pense que tipo de pai, mãe, líder, você tem sido, e se você quer que seus filhos, membros, liderados sejam dignos de verem as muralhas de Jericó caindo diante deles ou se desejarão se acovardar e regressar ao Egito. Boa liderança para você!!!
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Você sabe a diferença entre carne e pepino?
Ao olhar essa imagem acima, o que vem à sua cabeça? Uma bela e suculenta picanha né?
Nessa parashah de Behaalotecha (Nm 8:1 a Nm 12:16) temos uma variedade de assuntos, mas dessa vez analisamos algo bem simples. A capacidade do povo de ser movido a sentir “necessidade” de algo que nem eles mesmo sabem dizer o que é.
Alguma vez você já sentiu vontade de comer algo bem gostoso, mas não sabia exatamente dizer o que era? A maioria das pessoas diria que sim. Pois é! Isso não é fome, é desejo. Veja o que diz a parashah:
Nm 11:4 diz: “os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer?”
Lembremos que quando eles saíram do Egito (Ex 12:31-38) eles saíram com muitíssimos animais, grande rebanho, ou seja, tinham muita carne a comer.
Mas que interessante é observar que eles pediam por CARNE, mas aí diziam:
Nm 4:5,6 - Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos.Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este maná.
Você pede carne, mas sente falta de PEPINOS? Não dá pra entender né?! Dá sim!
Quando não estamos com fome, sentimos vontade de comer uma coisa gostosa, que não sabemos o que é, porque nesse caso, qualquer coisa que comemos não tem um gosto bom, mas já quando estamos famintos, basta um arroz, um ovo frito, uma salada que sentimos água na boca, pois tudo fica delicioso.
Israel NÃO estava com fome de carne. Se estivessem, sentiriam saudades das carnes que comiam (será que comiam?) no Egito.
Muitas vezes agimos dessa forma, e tentamos ao Eterno, sendo ingratos por tudo que Ele nos proporciona. Vejamos:
Alguma vez você já abriu seu guarda-roupas e disse coisas como:
- Mas eu não tenho roupas pra sair!
- Não tenho um calçado que preste!
- Porque que o fulano tem tal coisa e eu não consigo? etc...
Foi por isso que lá na frente, em Nm 11:22 foi dito: "Matar-se iam para eles rebanho de ovelhas e gado que lhes bastem?" Porque quem não está com fome, não faz diferença o tamanho do rebanho... eles Não precisavam de carne.
Como crianças quando ficam pedindo aos pais por doces ou chocolate, a mãe ou o pai se irritam, acabam indo ao mercado e compram uma enormidade de chocolate e dizem: "Agora come, mas come tudo, come até sair pelo nariz" ... foi isso que o Eterno fez: mandou codornizes para que eles comessem, não por um dia, nem cinco, nem dez, mas por um mês inteiro, até se enfastiarem, até sair pelo nariz." Isso para aprender....
Israel tinha recém-saido da escravidão rumo à liberdade na terra prometida, mas isso não lhes foi suficiente. Hoje da mesma forma, podemos sair do Egito, e logo ali na frente diremos: Quem nos dará carne a comer? No Egito tinhamos pepino!
Primeiro entenda a diferença entre o que é carne e o que é pepino, para daí então ser capaz de dizer algo mais coerente. Quem nos dará pepino a comer?
Quando formos capazes de diferenciar as coisas, talvez aí sejamos capazes de perceber que não temos de que reclamar do Eterno, pois Baruch HaShem, Ele supre todas as nossas necessidades.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Nassó e o sacerdote. Em que nível está seu respeito pelo representante do Eterno?
A parashah de Nassó vai de Nm 4:21 a Nm 7:89 e claro, nos traz muito boas lições:
Nm 5:16 - O sacerdote a fará chegar e a colocará perante o SENHOR.
O capítulo 5 de Bamidbar nos traz o relato do homem que ficava com o espírito enciumado, desconfiando da sua esposa. Interessante observar como ele deveria agir.
Em primeiro lugar, o texto diz: “esse homem trará a sua mulher perante o sacerdote e juntamente trará a sua oferta por ela...” (Nm 5:15) Isso nos ensina que o marido tem duas obrigações, quando está desconfiado:
- Não deve sair falando, alardeando sua desconfiança, mas levá-la ao sacerdote.
- Confiar que o Eterno dará a resposta que o tranquilizará através daquilo que o sacerdote lhes determinar.
Não dá pra alguém pedir orientação, conselhos ao seu líder se a pessoa não confiar que aquilo que o líder lhe disser é da parte do Eterno. Se você não acredita que o seu líder representa ao Eterno, você não terá por ele o respeito que D-us requer de ti.
Nesse caso em específico, o marido traria a mulher ao cohen, e aguardaria por sua resposta. O cohen usaria a “água santa” misturada com o pó do chão do Tabernáculo, e a mulher beberia. Isso causaria nela os sinais que seriam como a resposta divina. Se tivesse pecado, ela receberia a maldição, com o ventre inchado e as coxas descaídas, mas se não houvesse pecado, isso traria sobre ela a bênção de bons partos.
Agora imagine se o caso fosse “divulgado antecipadamente” pelo marido e os fofoqueiros de plantão! Não precisa ter muita sabedoria para imaginar o que normalmente ocorre: todo mundo a veria como “culpada”, tenha ou não provas, pois “onde há fumaça, há fogo”!
Para isso que serve o sacerdote. Ele tem a resposta divina para nossas inquietudes. Mas é preciso confiar nele. Confiar em D-us!
Na Brit Chadashah há um outro exemplo que nos ilustra bem como é perigoso quando pessoas não levam a sério o que fazem diante de um “homem de D-us”. Todos conhecemos o caso de Ananias e Safira, mas o compreendemos?
At 5:3,4 - Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus... E sobreveio grande temor a toda a Kehilah e a todos quantos ouviram a notícia destes acontecimentos.
Basta ler o contexto e percebemos que ambos cometeram o erro de roubar, mas o erro maior foi de, ao mentirem para o apóstolo, terem mentido para Deus. Resultado: morte de ambos!
A nossa relação com os líderes pode ser de amizade, coleguismo ou uma relação mais distante, mas NUNCA deve ser desrespeitosa.
No caso do homem que desconfiava da esposa, o sacerdote traria a ele um alívio, o fim das desconfianças. No caso de Ananias e Safira, Kefah seria aquele que tão somente receberia a oferta deles. Mas em ambos os casos, eles representavam a Deus.
Um sacerdote não deve ser respeitado apenas quando lhe diz coisas boas, agradáveis, mas também quando os corrige.
Hb 13:17 diz: Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.
1 Tm 5:17 diz: Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina.
Quem define se um zaken governa bem? Pessoas elogiam seus líderes quando estes corrigem “aos outros, os pecadores”, mas em boa parte das vezes, os criticam quando são por eles repreendidos. Até porque a Torah declara:
Lv 19:32 - Diante das cãs te levantarás, e honrarás a presença do ancião, e temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR.
Em que nível está seu respeito pelos líderes? No nível de se levantar quando o líder entra? Se for só isso, está ruim! Porque respeito vai muito além de se levantar. Devemos ter o cuidado de não estarmos sendo hipócritas, nos levantando, mas por trás, desrepeitando, falando mal e nos lembrando do líder apenas quando dele necessitamos. Pense nisso!
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Pinechas e o vestibular mais importante
Nessa parashah tem novamente o relato da contagem dos israelitas. Existem dois aspectos importantes nessa nova contagem que precisam ser analisados. A quantidade de pessoas e quem eram elas.
Primeiro analisemos a quantidade: Em Nm 26:51, temos: “São estes os contados dos filhos de Israel: seiscentos e um mil setecentos e trinta.” Esse é praticamente o mesmo número daqueles que foram contados tão logo os israelitas saíram do Egito: Em Nm 1:46 (um ano depois da saída do Egito) temos: “todos os contados foram seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.”
Bom, aí alguém pode pensar que depois que os Israelitas saíram do Egito, morreram poucos, pois a diferença entre os que saíram e os que estavam por entrar na terra prometida, após quase quarenta anos de caminhada, é de exatos 1820 pessoas. Como pode ser essa contagem? E os que morreram nas pragas (só em Coré, foram 14700 homens e na praga por causa de Peor foram mais 24000).
Moshê nos traz a resposta, quando ele já contava os israelitas que entrariam na terra, já discutia a divisão das terras entre as tribos, e aí diz:
Nm 26:64-65 - Entre estes, porém, nenhum houve dos que foram contados por Moisés e pelo sacerdote Arão, quando levantaram o censo dos filhos de Israel no deserto do Sinai. Porque o SENHOR dissera deles que morreriam no deserto; e nenhum deles ficou, senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.
Os que saíram do Egito são como aqueles que entram no ensino fundamental... todos têm um objetivo final: Passar no vestibular! No caso deles, entrar na terra prometida.
E como eles passaram, assim é a nossa vida. Entramos no pré, depois nove anos de ensino fundamental, depois mais três de segundo grau e aí vem o temido vestibular: Você estuda, estuda, estuda e quer ver seu trabalho coroado com seu nome na lista dos aprovado não é?
No vestibular da Terra Prometida, que foi muito mais difícil, dos 603.550 alunos, só 2 foram aprovados. Todos os demais que entraram, eram de uma nova geração de alunos.
Nossa teshuvah pessoal representa o mesmo processo, onde todos partem em rumo de um objetivo, chamado Olam Habah. No deserto, muitos já caíram, outros cairão, mas quem estará de pé ao fim da jornada? Só os Josués e os Calebes, que perseveraram o tempo todo, no caminho certo. Pense nisso! Quer ver seu nome na lista de aprovados do Mundo Vindouro? Então se prepare hoje. Não perca seu tempo precioso em coisas que só tirarão seus olhos do objetivo final. Dedique-se porque não há nada mais gratificante do que olhar seu nome na lista dos aprovados, de preferência com louvor!
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Nassó - A oferta que é aceita
Então porque a Torah leva 70 versos para ficar repetindo a mesma oferta? Não seria mais fácil colocar que todos os príncipes trouxeram suas ofertas, tal e tal... num total de doze pratos, doze bacias, etc...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Massei - Arão e questões na hora da morte

Nm 33:38-39. - Então, Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, segundo o mandado do SENHOR; e morreu ali, no quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia do mês. Era Arão da idade de cento e vinte e três anos, quando morreu no monte Hor.
Mas o que teve de tão importante Arão?
Se lermos o relato da morte dele em Nm 20:23-29 - assim como Moshê, Arão sabia que iria morrer, mas antes o Eterno o relembrou, (você vai morrer porque foi rebelde) e teve que subir num monte, se despir, passar as roupas de sacerdote para Eleazar, seu filho e então morrer. Aí o povo chorou por trinta dias. Aí dá pra tirar várias lições.
- Arão esteve tão perto da terra prometida, caminhou por 39 anos e cinco meses, e acabou morrendo no deserto? Porque? Será que valeu a pena a caminhada?
Tem coisas que só nos damos conta no momento da morte. Por exemplo: ao longo da vida a gente vai deixando pendências e só no leito de morte a gente pensa em resolver todas elas de uma vez, mas aí é tarde. Uma mágoa por exemplo, a pessoa passa anos sem conversar com outra por causa de um problema, e quando fica doente, perto da morte, então ambas são tomadas de um súbito desejo de relevar tudo, perdoar, buscar perdão, só para morrer em paz.
Outros, conhecem a Bíblia e passam a vida inteira sem decidir passar pela tevilah, e daí na hora da morte tomam essa decisão. Será que foi conversão verdadeira ou puro medo de morrer sem salvação?
- Porque Arão foi rebelde? Porque ele desobedeceu a Deus, fazendo o bezerro de ouro?
Rebeldia é e sempre será cobrada pelo Eterno. Quando lemos em Samuel, vemos: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.” (1 Sm 15:23) Esse caso é quando Saul não obedeceu ao mandado do Eterno, e quis fazer diferente. O que muitos não se dão conta é que o verso fala que a REBELDIA é como a FEITIÇARIA.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Você sabe votar? Matot.

Matot significa tribos e começa no capítulo 30 de Bamidbar. Já na primeira Aliah, que vai de Nm 30:2-17, podemos aprender muitas lições, especialmente no que concerne ao fato do homem se comprometer com algumas coisas.
Nm 30:2 - Quando um homem fizer voto ao SENHOR ou juramento para obrigar-se a alguma abstinência, não violará a sua palavra; segundo tudo o que prometeu, fará.
Começando a falar sobre os votos, vemos que:
* Os homens são obrigados a cumprir aquilo que prometeram ao Eterno, o voto que fizer, seja qual for, deve ser cumprido. Isso nos leva a refletir, antes de votar. Refletir é algo que as pessoas não fazem muito, precisamos aprender a não ficar abrindo a boca tão facilmente, falando que vai fazer tal coisa, que se compromete em estar em tal lugar, tal hora... quando não será capaz de cumprir.
Dt 23:21-23 - Quando fizeres algum voto ao SENHOR, teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o SENHOR, teu Deus, certamente, o requererá de ti, e em ti haverá pecado. Porém, abstendo-te de fazer o voto, não haverá pecado em ti. O que proferiram os teus lábios, isso guardarás e o farás, porque votaste livremente ao SENHOR, teu Deus, o que falaste com a tua boca.
Ec 5:4-7 - Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes.Melhor é que não votes do que votes e não cumpras.
Tiago 5:12 também fala disso e Yeshua disse em Mt 5:37 Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.
sábado, 16 de julho de 2011
5 Filhas e 1 Problema sem resposta
Na parashah de Pinechas (Nm 25:10 a Nm 30:1) temos muitas lições, mas dentre elas, temos a história de um homem chamado Tselofechad; o tal homem tinha cinco filhas e nenhum filho. Ele já havia falecido e como ficaria a sua herança na hora da divisão das terras, uma vez que as terras seriam repartidas entre os filhos homens.O relato delas está em Nm 27, e conta que elas foram até Moshê e os anciãos para questionar como ficaria o caso dessa família. E agora? Como resolver uma situação que não havia sido prevista anteriormente?
A grande lição desse caso está mais uma vez na atitude de Moshê, nosso mestre, que foi consultar o Eterno sobre como deveria proceder. Ora, Moshê era a instância superior sempre, mas isso não significava que ele tinha resposta para tudo.
Quando Jetro o aconselhara lá em Exodo 18:21,22, dizia: “procura homens capazes, tementes a Deus, e coloca sobre o povo...Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo.”
Uma coisa é ajudar a levar a carga, outra é se achar tão capaz como Moshê, se julgar apto para resolver não apenas as coisas pequenas, como as grandes. Esse é o erro de muitos homens hoje. Se achar! Se acham demais! Se julgam preparados, no mesmo nível. O homem sábio é aquele que conhece suas limitações e que está disposto a ser um ajudante, na hora de carregar as cargas. Se perceber algo difícil, além de sua capacidade, leva para Moshê! Essa é a sabedoria.
Essa é alição que nosso líder nos deixou. Quando chegou uma situação em que ele, Moshê, não se sentia apto para resolver, ele foi consultar a instância superior. Não havia um homem que estivesse acima dele, então ele foi ouvir o que o Eterno ordenaria.
Se existe alguém mais preparado que você, tenha sempre a humildade de consultar, se aconselhar, e de seguir o que essa instância te ordenar fazer. Isso não torna ninguém maior ou menor... Apenas mostra que uma pessoa humilde segue conselhos. Moisés fez assim...
Ninguém é obrigado a ter respostas para tudo, pense nisso! Não seja como os tolos que respondem a toda situação, não importa se respondam certo ou errado, o que vale é fingir que sabe.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Diga-me com quem andas... Balak
A parashah de Balak (Nm 22:2 a Nm 25:9) fala de um personagem principal Bilam, e porque a parashah não se chama BILAM então?Embora Bilam seja o que estava mais aparente, BALAK estava por trás do intento demonstrado por BILAM. E o texto nos faz lembrar sobre quem são as nossas companhias. Antes de você se relacionar com as pessoas, desenvolver amizades, você se pergunta: quem são essas pessoas?
Esse foi o recado do Eterno a Bilam.
Nm 22:8-9: Balaão lhes disse: Ficai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o SENHOR me falar; então, os príncipes dos moabitas ficaram com Balaão.Veio Deus a Balaão e disse: Quem são estes homens contigo?
No caso de Bilam, os homens a quem ele recebeu eram pessoas que vieram trazer dinheiro para que ele amaldiçoasse a outro, nesse caso, o povo de Israel.
O salmista dizia: Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos. (Sl 119:63)
O Rei Davi sabia de quem era companheiro:
Sl 26: 4,5 Não me tenho assentado com homens falsos e com os dissimuladores não me associo. Aborreço a súcia de malfeitores e com os ímpios não me assento.
Ele não era uma pessoa facilmente influenciável. Um bom exemplo é quando ele teve a oportunidade de matar o rei Saul, e as pessoas o incentivavam a isso, ele nao se deixou influenciar para fazer o mal... matando o rei.
Analisemos 1 Sm 24:1-11
24:1-3 - Saul tomou 3 mil homens e foi perseguir Davi.
24:4- Os que estavam com Davi o aconselham, falam que o Eterno entregou o inimigo em suas maos.
24:4-7 - Davi age diferente do aconselhado, não mata o rei, pelo contrário, sente dor em cortar o tsitsit de Saul. Com essa atitude, ele conteve seus homens de fazer o mal.
24:8- Davi presta reverência ao rei.
24:9- Davi questiona a Saul: Porque você dá ouvidos às palavras dos homens que dizem que eu quero te fazer mal?
Cuidado com as companhias... cuidado com o que dizem...
24:10-11 - Davi fala ao rei: veja minha atitude e reconheça que não há mal em mim, não quero te fazer mal, ainda que você queira me matar.
24:16,17- Saul chora, e diz que Davi é mais justo do que ele.
Seus companheiros podem te influenciar, mas é como diz o ditado: Diga-me com quem andas e eu te direi quem tu és! O Eterno te pergunta: Quem são essas pessoas contigo?
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Chukat e a morte de pessoas importantes

Depois, em Nm 20:22-29 fala da morte de Arão, num contexto bem maior e conclui dizendo que: “vendo, pois, toda a congregação que Arão era morto, choraram por Arão trinta dias, isto é, toda a casa de Israel.”
Falar de morte é sempre algo chato, mas também inevitável. A questão é: Como você será lembrado depois de sua morte? No Brasil existe a tradição de que todo mundo é bonzinho quando morre. Na cerimônia de sepultamento sempre tem pessoas falando sobre o quanto o falecido era especial, fazia o bem, etc... mas será mesmo? No dia seguinte, todo mundo se esquece daquela pessoa e pronto, a vida segue.
Dias atrás o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez 80 anos, e no seu discurso ele falou disso. Dizia ele algo assim: “Puxa vida, até parece que estou morto, até a oposição está me elogiando, e normalmente só recebemos elogios depois da morte.”
Todos devemos viver como alguém que está preparado para o dia da morte. Ninguém sabe quando irá morrer; talvez por isso os jovens vivam de forma que acreditam que ainda irão viver muito, que só os velhos morrem, e acabam não medindo as consequencias de seus atos. Isso é um erro.
Nosso objetivo deve ser de buscar o aperfeiçoamento de nosso caráter, alcançar o respeito das pessoas através de nossos bons atos.
O talmude fala, em Pirkei Avot, para procurarmos ser como os discípulos de Arão, que amam a paz, trabalham e buscam a paz. Certamente por ser uma pessoa boa, que buscou a paz e o bem do povo de Israel o tempo todo, Arão foi digno de ver toda a casa de Israel prantear sua morte por trinta dias.
No fim desse livro de Bamidbar, em Nm 33, quando fala de todas as caminhadas do povo de Israel pelo deserto, o texto vai citando cada lugar onde eles acamparam, e só há uma interrupção nessas citações, entre os versos 38 e 40, pra citar justamente a morte de Arão. Tudo que ocorreu durante as mais de quarenta jornadas era importante, mas não havia sido citado, a não ser a morte desse tsadik. Pense nisso!
Tomara que possamos viver uma vida digna de homenagens (recebidas ainda em vida) e quem sabe nossa morte seja lembrada como um dia triste, onde faleceu alguém importante para a história de nosso povo. Viva de modo a fazer a diferença no mundo.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Faça sua vara florescer...
Na parashah dessa semana, é impossível não falar da rebelião de Coré, Datã e Abirão contra Moshê. O próprio título da parashah é Corach (Nm 16:1 a Nm 18:32), mas a minha reflexão nessa semana (aproveitando que estamos no meio de uma reunião de liderança) é com relação àquilo que estamos produzindo. O Eterno diz: “E será que a vara do homem que eu tiver escolhido florescerá; assim, farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós.” (Nm 17:5)sexta-feira, 17 de junho de 2011
O que você vê, espia?
Existem algumas porções da Torah que parecem não precisar de uma reflexão mais profunda, uma vez que o assunto já foi falado por muitas vezes, como o que ocorre na parashah dessa semana: Shelach Lecha (Nm 13:1 a Nm 15:41) Basta abrir no texto e todos já se lembram dos espias que foram enviados por Moshê para conhecerem a terra de Canaã. Ficaram lá por quarenta dias e voltaram com medo, difamando a terra, falando dos gigantes e amedrontando os israelitas. Dos doze espias, só Josué e Calev entraram na terra e esses quarenta dias serviram para o Eterno transformar em quarenta anos de caminhada pelo deserto, até que morressem todos daquela geração, como castigo e entrassem apenas os dois citados.Uma coisa que sempre medito é em que imagem (que nome) vamos deixar para a história. Será que seremos lembrados ou nossos nomes serão esquecidos num futuro não muito distante. Apenas como exercício do que digo, tente se lembrar do nome dos dez espias que infamaram a terra. Ninguém se lembra! Ou você já conheceu alguém chamado Palti, Amiel, Setur? Mas certamente você ja se encontrou com algum Josué pelo caminho, ou mesmo um Calev.
Essas coisas dependem muito da nossa capacidade de enxergar as coisas sob o prisma correto. Esses dez espias viram tudo: terra boa, frutos enormes, gigantes, etc... nada que Josué e Calev não tivessem também visto. O problema está na forma como vemos. O que superlativamos? O que não consideramos como importante. Sim, Josué e Calev viram os gigantes, mas pensaram: quer saber? Deus sabia que esses gigantes estariam ali, e ainda assim nos ordenou que conquistemos a terra, então Ele nos dará a vitória... porque o que vale é a terra que alcançaremos. Os demais espias, bom, esses viram que seria impossível vencer os gigantes.
A Teshuvah nos ensina da mesma forma: há os que olham para as dificuldades e pensam: nunca aprenderemos o hebraico, nunca faremos tal coisa, nunca iremos para Israel, nunca seremos reconhecidos... eu prefiro ser gentio, prefiro ficar no Egito mesmo... esses, esses são os que serão esquecidos. Mas há outros que decidiram acreditar no Eterno, deixar o Egito para trás e avançar. Para esses, a Teshuvah só traz alegrias, as dificuldades existem para serem vencidas, nada mais.
Por causa dessas coisas que quando os espias quiseram levantar um capitão que os levasse de volta ao Egito, Moisés, Arão, Josué e Calev caíram com o rosto em terra, se humilharam, rasgaram suas vestes diante do Eterno. Esses são os que serão lembrados para sempre. Aqueles que quiseram levantar líderes para voltar atrás, esses foram todos esquecidos; absolutamente todos.
E então, quando uma dificuldade se apresenta a você, o que você vê? O gigante, ou a terra prometida? Espero que veja a terra!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Behaalotecha... largue sua muleta.

quinta-feira, 2 de junho de 2011
Você valoriza a bênção?
De vez em quando nos acostumamos a algumas coisas na vida e passamos a considerá-las como comuns, coisa corriqueira e não prestamos a devida atenção. Assim acontece com nossos filhos, quando os vemos todos os dias não nos damos conta de que eles crescem e quando vemos, eis que já estão grandes e não valorizamos cada minuto com eles... assim acontece com o dinheiro, pois trabalhamos incessantemente para recebê-lo e quando o recebemos, não o valorizamos, e gastamos em coisas que não valem muito a pena. E assim acontece com coisas espirituais também. Um exemplo? A birkat cohanin!
A parashah de Nassó (Nm 4:21 a Nm 7:89) traz um texto maravilhoso, que é a bênção sacerdotal. Em Nm 6: 23,24 diz: “Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: O Eterno te abençoe e te guarde;... ” Muitas reflexões podemos tirar disso, como por exemplo o fato de essa bênção ser apenas e tão somente PARA OS FILHOS DE ISRAEL. Apesar de muito lida e usada no meio religioso, HaShem ordenou que Arão e seus filhos cohanin a usassem somente com o Seu povo. Que alegria poder fazer parte de um povo que tem sua bênção exclusiva, determinada pelo próprio e único D-us!
As palavras da bênção devem ser valorizadas, saboreadas, recebidas com devocão, cada uma delas:
O Eterno (o único D-us verdadeiro, o Criador do universo, Adon Olan)
te abençoe (nossa bênção vem somente dEle, e vem desde o patriarca Avraham... quando HaShem diz: de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!)
e te guarde (Ele é quem nos guarda... eis que não dorme o Guarda de Israel, Israel confia no Eterno)
e por aí segue cada palavra da bênção aos filhos de Israel. Portanto, não torne o momento da birkat cohanin algo comum, faça dele um momento especial em sua vida a cada shabat, valorize as palavras de bênção do Eterno em sua vida. Mostre que você dá valor às palavras da Torah!








