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sábado, 1 de junho de 2013

Shelach Lecha e o poder do exemplo



Nm 14: 6,7 - Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa.

A parashah de Shelach Lecha (Nm 13:1 a 15:41) é muito rica e interessante e podemos extrair dezenas de lições, essencialmente sobre o episódio dos espias. 
Os dez espias que voltaram difamando a terra e com medo de seus moradores, acabaram causando sobre o povo todo um grande temor, tamanho que foram capazes de sentir o desejo levantar um líder que os levasse de volta para o Egito. Mas e qual a consequência da atitude deles e de Josué e Calebe?

Bom, a consequência deles foi o medo causado no povo e também o castigo dado pelo Eterno, em 40 anos de caminhada pelo deserto, como dito, um ano para cada dia em que espiaram a terra.

A atitude deles e também a de Josué se transforma em exemplo para gerações futuras. E exemplo é tudo!

Josué, ao lado de Calebe, falou bem da terra, exaltou e reforçou que sim, eles conquistariam a terra, não importa o tamanho do inimigo. Na haftarah dessa semana, quando Josué já era o líder dos israelitas e ordenou espias a verem Jericó, vejamos o que aconteceu:

Js 2:23,24 - Assim, os dois homens voltaram, e desceram do monte, e passaram, e vieram a Josué, filho de Num, e lhe contaram tudo quanto lhes acontecera;  e disseram a Josué: Certamente, o SENHOR nos deu toda esta terra nas nossas mãos, e todos os seus moradores estão desmaiados diante de nós.

Primeiro, ele já não mandou doze espias, apenas dois, talvez como um sinal de que só os dois que falavam bem da terra seria suficiente. E a resposta deles: “certamente o Eterno nos deu toda esta terra nas nossas mãos, e seus moradores TODOS estão desmaiados diante de nós.”

Se você é um líder otimista, isso incutirá nos seus liderados um espírito de otimismo. Por outro lado, se você inspira o povo a ser medroso, ele o será. 
Josué fez dos seus um povo que confiava no Eterno e buscava que eles vissem que sim, seriam vitoriosos. Seus espias tiveram o mesmo espírito, a mesma visão, e claro, os israelitas conquistaram a terra de Jericó. Para quem é como Josué, esses terão o benefício de ver as muralhas caindo. 

Pense que tipo de pai, mãe, líder, você tem sido, e se você quer que seus filhos, membros, liderados sejam dignos de verem as muralhas de Jericó caindo diante deles ou se desejarão se acovardar e regressar ao Egito. Boa liderança para você!!!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O que você vê, espia?

Existem algumas porções da Torah que parecem não precisar de uma reflexão mais profunda, uma vez que o assunto já foi falado por muitas vezes, como o que ocorre na parashah dessa semana: Shelach Lecha (Nm 13:1 a Nm 15:41) Basta abrir no texto e todos já se lembram dos espias que foram enviados por Moshê para conhecerem a terra de Canaã. Ficaram lá por quarenta dias e voltaram com medo, difamando a terra, falando dos gigantes e amedrontando os israelitas. Dos doze espias, só Josué e Calev entraram na terra e esses quarenta dias serviram para o Eterno transformar em quarenta anos de caminhada pelo deserto, até que morressem todos daquela geração, como castigo e entrassem apenas os dois citados.

Uma coisa que sempre medito é em que imagem (que nome) vamos deixar para a história. Será que seremos lembrados ou nossos nomes serão esquecidos num futuro não muito distante. Apenas como exercício do que digo, tente se lembrar do nome dos dez espias que infamaram a terra. Ninguém se lembra! Ou você já conheceu alguém chamado Palti, Amiel, Setur? Mas certamente você ja se encontrou com algum Josué pelo caminho, ou mesmo um Calev.

Essas coisas dependem muito da nossa capacidade de enxergar as coisas sob o prisma correto. Esses dez espias viram tudo: terra boa, frutos enormes, gigantes, etc... nada que Josué e Calev não tivessem também visto. O problema está na forma como vemos. O que superlativamos? O que não consideramos como importante. Sim, Josué e Calev viram os gigantes, mas pensaram: quer saber? Deus sabia que esses gigantes estariam ali, e ainda assim nos ordenou que conquistemos a terra, então Ele nos dará a vitória... porque o que vale é a terra que alcançaremos. Os demais espias, bom, esses viram que seria impossível vencer os gigantes.

A Teshuvah nos ensina da mesma forma: há os que olham para as dificuldades e pensam: nunca aprenderemos o hebraico, nunca faremos tal coisa, nunca iremos para Israel, nunca seremos reconhecidos... eu prefiro ser gentio, prefiro ficar no Egito mesmo... esses, esses são os que serão esquecidos. Mas há outros que decidiram acreditar no Eterno, deixar o Egito para trás e avançar. Para esses, a Teshuvah só traz alegrias, as dificuldades existem para serem vencidas, nada mais.

Por causa dessas coisas que quando os espias quiseram levantar um capitão que os levasse de volta ao Egito, Moisés, Arão, Josué e Calev caíram com o rosto em terra, se humilharam, rasgaram suas vestes diante do Eterno. Esses são os que serão lembrados para sempre. Aqueles que quiseram levantar líderes para voltar atrás, esses foram todos esquecidos; absolutamente todos.

E então, quando uma dificuldade se apresenta a você, o que você vê? O gigante, ou a terra prometida? Espero que veja a terra!