sexta-feira, 13 de março de 2015
Construindo Nosso Tabernáculo/Templo
terça-feira, 6 de março de 2012
Vaiakhel, Pekudei, vamos trabalhar e aprender juntos...

Agora que estamos finalizando o livro de Shemot, com duas porções JUNTAS, é propício meditarmos no fato de que podemos e devemos trabalhar JUNTOS. Essa é uma lição que nos ensinaram dois grandes mestres dos tempos de Moshê Rabeinu: Aoliabe e Bezalel.
A Torah declara: “Porque Moisés chamara a Bezalel, e a Aoliabe, e a todo homem sábio de coração em cujo coração o SENHOR tinha dado sabedoria, isto é, a todo aquele a quem o seu coração movera que se chegasse à obra para fazê-la.” (Êx 36:2) Esses dois homens eram mestres, artistas, trabalhavam com vários tipos de materiais diferentes e tinham um grande dom. Junto com eles, vários outros homens sábios trabalhavam na construção e montagem do Mishkan.
Mesmo quando se tem mais “talento e capacidade” do que os outros, como era o caso desses dois homens, o sábio é aquele que consegue compartilhar as atividades, dividir as responsabilidades, embora tenha ciência de que a maior responsabilidade é dele.
Aoliabe e Bezalel eram os responsáveis, mas a diferença deles para muitos hoje é que: “Também lhe tem disposto o coração para ensinar a outros, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã.” (Êx 35:34)
Compartilhar de seu conhecimento, sabedoria com pessoas de menos capacidade (ou que não tiveram a oportunidade certa) é um privilégio. Ver a evolução das pessoas, a alegria delas em aprender é algo valioso e de forma alguma diminui o “status do profissional” que o ensina.
Há alguns anos atrás fiz parte de um projeto voluntário (que ainda existe) chamado CDI - Comitê para Democratização da Informática - em que fiz um curso para aprender a dar aulas para comunidades carentes. Foi pouco tempo, mas uma experiência fantástica e enriquecedora. Dei aulas para jovens órfãos, que viviam numa instituição que os abrigava. A alegria deles diante de um computador, aprendendo a digitar as primeiras palavras, lições de cidadania, fazia com que eles percebessem que eram respeitados, e que o "professor" não estava ali para os humilhar, mas para compartilhar de experiências e conhecimento. Todos deveriam gastar um pouco de tempo para ensinar os outros, sem se vangloriar, apenas pelo prazer de ser Aoliabe e Bezalel, que tinham o coração disposto para ensinar os outros.
Há muitas coisas para se fazer, você que toca instrumentos pode ensinar musica, você que canta, pode ensinar a cantar, montar um coral (ainda que todos sejam desafinados) e dar oportunidade aos outros, você que trabalha com computador, pode ensinar noções básicas, internet, enfim... sempre há pessoas que podem aprender, desde que você esteja com o coração de Aoliabe batendo no peito.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Parashah Pekudêi: obra pronta!

Mas de onde tiramos isso? De todo o contexto da parashah, pois basta um olhar um pouquinho mais atento para aprender como se trabalha.
A parashah começa com a enumeração (pekudêi) de tudo que foi gasto na construção do Mishkan e de todos os utensílios por Aoliabe e Bezalel, mostrando que devemos saber em que gastamos o recurso. Não dá pra falar: “Esse mês gastei além da conta, não sei no que que foi tanto dinheiro!” Também não dá pra ficar pedindo mais dinheiro “pra terminar a obra.” Devemos trabalhar dentro do estabelecido, sabendo exatamente com investimos o dinheiro. Organização é fundamental, seja na kehilah, seja na vida particular, dentro de casa. Quem não sabe onde está gastando e quanto está gastando, logo logo fica endividado e vai continuar sem saber “por onde está vazando o dinheiro.”
Aí a parashah segue e finalmente o tabernáculo é entregue a Moshe, com tudo pronto, e a Torah declara: “Conforme tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra. Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o SENHOR ordenara, assim a fizeram; então, Moisés os abençoou.” (Ex 39:42,43)
Fizeram tudo o que foi ordenado, mas não é só isso: o grande diferencial é que FIZERAM TUDO CONFORME FOI ORDENADO. Ninguém teve idéias brilhantes pelo meio do caminho, modificando o projeto inicial do Eterno... ninguém quis usar um material similar, mais barato... ninguém quis esbanjar material (afinal, o dinheiro não sai do meu bolso mesmo, posso gastar a vontade, pois o patrão é rico!!!) Eles fizeram exatamente o que foi determinado.
Qual o resultado de fazer exatamente o determinado? “Então, MOSHE OS ABENÇOOU.” Quem faz as coisas da maneira correta é abençoado. Só quem faz o certo!
Isso serve em todos os âmbitos, familiar, kehilah, secular, trabalho... Se você é bom funcionário, faz como foi determinado, não desperdiça material, presta contas corretamente de seu trabalho, certamente vai ser reconhecido, as vezes através de um aumento salarial, através de uma promoção, através de um benefício.
Pense nisso! Se você quer um aumento, quer ser reconhecido, faça a coisa certa!
